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Mãe de Beatriz Angélica, morta em Petrolina, inicia caminhada de 700 km até Recife pedindo Justiça

Mãe de Beatriz Angélica, morta em Petrolina, inicia caminhada de 700 km até Recife pedindo Justiça

Redação
Por: Redação
09/12/2021 às 09h33 Atualizada em 09/12/2021 às 12h33
Mãe de Beatriz Angélica, morta em Petrolina, inicia caminhada de 700 km até Recife pedindo Justiça
Foto: Reprodução

"Resolvi caminhar por amor a Beatriz. Para chamar a atenção do estado para a solução do caso de Beatriz. O estado ele tem obrigação de solucionar o inquérito de Beatriz, como também ele pode nos ajudar a federalizar o inquérito, porque já existe o pedido tramitando no Ministério Público Federal, ou ele pode aceitar a colaboração dos americanos", afirma Lúcia.

"Em Recife, nós temos dois pontos de parada, que é o Ministério Público e o palácio das princesas, que é onde eu vou realmente me estabelecer. O objetivo dessa caminhada é chamar a atenção do governador em relação aos nossos pedidos que já estão tramitando aí há mais de um ano".

Desde setembro do ano passado a família espera resposta do Governo de Pernambuco sobre o pedido de cooperação feito por uma empresa dos Estados Unidos, para ajudar nas investigações do assassinato de Beatriz.

Segundo Lúcia, a caminhada, que vai começar em Petrolina, deve durar entre 20 a 25 dias. Uma jornada que está mobilizando pessoas em várias cidades do estado. “A maioria das paradas serão realizadas em casas de famílias que nos ofereceram abrigo. Então, nós vamos dormir e vamos realizar as refeições nas casas dessas pessoas".

Para realizar a viagem, Lúcia precisou se preparar fisicamente. "O esporte ele veio para complementar meu tratamento psiquiátrico e psicológico. Ele foi fundamental para minha recuperação e ano passado, quando o governador recebeu o oferecimento de ajuda dos americanos, que até então não respondeu, eu já vinha treinando".

A segurança do trajeto também foi pensada, como explica o professor Sandro Romilton Ferreira da Silva, pai de Beatriz e marido de Lúcia.

"As pessoas imaginam que a princípio a gente vai sair caminhando sem parar, mas isso é humanamente impossível. São quase 800 km, então nós precisamos seguir uma regra. Eu estarei no apoio, teremos carros de apoio, teremos um ciclista batedor, temos acompanhamento da PRF e PM, que está nos abraçando neste momento. Então, é uma logística muito séria, muito importante. Tudo com segurança, inclusive com distanciamento".

Sobre as investigações do caso, a Polícia Civil se manifestou através de nota. Confira abaixo.

A Polícia Civil de Pernambuco informa que segue comprometida com a investigação do caso da criança Beatriz Angélica Mota.

No final do último mês de maio, o Chefe e o Subchefe da Polícia Civil de Pernambuco, Nehemias Falcão e Darlson Macedo, respectivamente, receberam, em seu gabinete, uma comissão formada pelos pais da criança Beatriz Angélica Mota, pelo advogado da família e pela coordenadora do Movimento Somos Todos Beatriz. Os quatro delegados, que compõem a Força Tarefa criada pela Chefia de Polícia para investigar o caso, participaram da reunião, assim como a Diretoria de Inteligência da PCPE. A comissão pôde fazer os questionamentos necessários aos delegados e foi reafirmado, naquele momento, que todos seguem disponíveis para esclarecimentos.

Na ocasião, a comissão apresentou a proposta de cooperação com empresa de investigações norte-americana. Foi informado que a concretização da parceria poderá ocorrer após pareceres da Procuradoria Geral do Estado, e do Ministério Público, além da aprovação do Poder Judiciário, seguindo todos os preceitos legais.

Todo o material que compõe o Inquérito Policial em curso, disposto em 23 volumes, segue em análise constante e também estão sendo realizadas novas diligências. Não há registro de negativa de recursos para a investigação. Importante destacar que o caso segue sob segredo de justiça.

Via G1

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