
O Corpo de Bombeiros localizou mais um corpo na área de buscas da tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, na manhã desse sábado (2), um ano e oito meses após o rompimento da barragem de uma mina da Vale.
O major Ivan Neto, que comanda a operação neste fim de semana, confirmou ao G1 que o corpo encontrado tem estrutura óssea preservada.
No entanto, o bombeiro ponderou que somente a perícia da Polícia Civil vai poder concluir se o corpo trata-se de uma das nove vítimas que ainda estão sem identificação. (Veja lista abaixo).
O achado ocorreu por volta das 11h, próximo ao local onde foi encontrado o corpo de Juliana Creizimar de Resende Silva, 33, última vítima identificada no fim de agosto. Ela era analista operacional da Vale e casada com Dennis Silva, que também morreu no rompimento da barragem.
“A nossa equipe ficou extremamente satisfeita. Para nós é uma honra poder fazer parte do encontro porque temos esperança de trazer alívio para uma família”, avaliou ao G1.
Por volta das 13h30 do dia 25 de janeiro de 2019, a barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, operada pela Vale S.A na cidade, rompeu na zona rural, espalhando toneladas de rejeitos de minério de ferro pela região e deixando 261 mortos.
O Ministério Público de Minas Gerais apresentou denúncia contra a Vale, a empresa de consultoria Tüv Sud e outras 16 pessoas por homicídio qualificado e crimes ambientais.
O órgão diz que a Vale e a Tüv Sud emitiram falsas declarações de condições de estabilidade de, pelo menos, 10 barragens espalhadas pelo País. Dentre elas, estava B1, que rompeu em Brumadinho. Alguns dos executivos e engenheiros (13, ao todo) das duas empresas chegaram a ser presos entre janeiro e fevereiro, durante investigação sobre as causas do rompimento da barragem, mas foram soltos logo depois.
Após o acidente, a Justiça mineira provisionou R$ 24,1 bilhões da Vale para o pagamento de indenizações de familiares de vítimas e de pessoas afetadas pela tragédia.
Via Diário do Nordeste