Publicidade

Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha

Ministro alertou para impactos na saúde, como nos casos de dengue

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
16/09/2026 às 17h22
Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão.

Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas . Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil.

O ministro citou ainda o aumento da temperatura média como um dos fatores que podem favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo.

Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado.

“Mas todo cuidado é pouco”, avaliou.

Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês.

“Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários