
Em pleno Carnaval, moradores de vários bairros de Floresta, no Sertão de Pernambuco, convivem com sacos de lixo acumulados nas ruas após a paralisação da coleta. O serviço, considerado essencial e que deveria funcionar mesmo em feriados, deixou de ser realizado.
A Prefeitura informou apenas que não haveria coleta nesta terça-feira (17). O aviso, no entanto, não veio acompanhado de um calendário emergencial nem de uma data para normalização — deixando a população sem orientação sobre o destino do lixo doméstico.
Somente no dia 12 de fevereiro, já às vésperas do período festivo, o município publicou um aviso de intenção de dispensa de licitação para contratar caminhões compactadores responsáveis pela limpeza urbana.
O valor estimado é de R$ 102.094,00, por meio de contratação direta prevista na Lei Federal nº 14.133/2021, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços Públicos.
Empresas interessadas puderam enviar propostas até 18 de fevereiro de 2026, às 13h, enquanto a população segue convivendo com o lixo acumulado.
Apesar da prefeitura ter anunciado a locação de caminhões compactadores, o processo licitatório ainda segue em andamento, conforme reportagem publicada no Blog do Elvis — o que indica que a solução definitiva para o serviço ainda não foi concluída.
Mesmo tratando de um serviço essencial de saúde pública, o aviso divulgado ao público não informa pontos básicos:
duração do contrato
quantidade de caminhões disponíveis
se o valor é mensal ou global
Ou seja, a população sabe quanto pode custar, mas não sabe exatamente o que será entregue.
A interrupção da coleta durante o Carnaval levanta questionamentos sobre planejamento. A demanda por limpeza urbana costuma aumentar nesse período, mas o município entrou na data festiva sem contrato definido e sem plano emergencial claro.
Enquanto o processo administrativo acontece, moradores lidam com mau cheiro, presença de animais e riscos sanitários — consequências diretas da falha em um dos serviços públicos mais básicos.
A população agora aguarda não apenas a retomada da coleta, mas explicações sobre por que um serviço essencial chegou a esse ponto.