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MPPE recomenda suspensão de execução de emendas parlamentares em Floresta, PE

De acordo com o documento, Prefeitura e Câmara devem demonstrar ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público que estão cumprindo as exigências constitucionais de publicidade dos gastos antes de executar os recursos

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
13/02/2026 às 14h57
MPPE recomenda suspensão de execução de emendas parlamentares em Floresta, PE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que os Poderes Executivo e Legislativo de Floresta, no Sertão de Pernambuco, não iniciem nem prossigam a execução de emendas parlamentares no exercício de 2026 enquanto não forem comprovadas medidas de transparência e rastreabilidade dos recursos públicos.

A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas dos Santos, foi publicada no Diário Oficial do MPPE desta sexta-feira (13). 

O que determina o MP

De acordo com o documento, Prefeitura e Câmara devem demonstrar ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público que estão cumprindo as exigências constitucionais de publicidade dos gastos antes de executar os recursos. Caso contrário, os gestores podem ser responsabilizados pessoalmente. 

O MPPE também determinou:

  • elaboração de plano de ação detalhado em até 20 dias

  • adequação do Portal da Transparência municipal

  • criação de plataforma digital com dados completos das emendas

  • divulgação de valores, autores, beneficiários e estágio de execução

A execução financeira só poderá ocorrer após a comprovação dessas medidas. 

Informações que deverão ficar públicas

Entre os dados obrigatórios estão:

  • número da emenda

  • parlamentar responsável

  • finalidade do recurso

  • valor recebido

  • notas de empenho e pagamentos

  • prestação de contas

As regras também se aplicam a entidades privadas que recebem recursos provenientes das emendas parlamentares. 

Segundo o MPPE, existe procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades na destinação e execução das emendas parlamentares no município. A medida segue entendimento do Supremo Tribunal Federal que exige maior transparência e controle social sobre a aplicação do dinheiro público.

Via Blog do Elvis

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