
O Governo de Pernambuco negou nesta terça-feira (10) que exista qualquer intenção de venda do antigo prédio da Força Pública — conhecido como antigo Batalhão — localizado na Praça Major João Novaes, em Floresta, no Sertão de Pernambuco. A informação foi confirmada por meio de nota oficial divulgada pela Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, em alinhamento com a Prefeitura de Floresta.
Segundo o comunicado, não há qualquer medida em curso para alienação ou venda do imóvel. Apesar de existir autorização legal para alienação de ativos públicos. A Secretaria de Administração do Estado confirmou que o prédio permanece sob tutela do Estado, afastando as especulações que circularam recentemente.
O Governo também ressaltou que o edifício é tombado pela FUNDARPE, o que garante proteção legal por se tratar de um importante marco da memória histórica do município. O secretário estadual Kaio Maniçoba reiterou o compromisso firmado com a prefeita Rorró Maniçoba de preservar a história e a identidade cultural de Floresta, assegurando que o imóvel continuará sendo patrimônio público.
Ainda de acordo com a nota, o projeto de reforma e revitalização do antigo Batalhão está mantido e segue avançando, sob responsabilidade da Secretaria de Projetos Estratégicos de Pernambuco (SEPE). A iniciativa tem como objetivo a recuperação completa da estrutura, para que o prédio volte a ser utilizado pela população, com finalidade pública e cultural.
Ao final do comunicado, o Governo de Pernambuco reafirma o compromisso com a valorização do patrimônio histórico e cultural de Floresta, destacando que o prédio da antiga Força Pública não será vendido e seguirá integrado às políticas de preservação do Estado.
📅 Promessa feita em 2025
Em 15 de agosto de 2025, durante visita da governadora Raquel Lyra (PSDB) a Floresta, o então secretário estadual Kaio Maniçoba anunciou que a reforma do Antigo Batalhão seria retomada em 2026. Na ocasião, o compromisso foi apresentado como uma ação estratégica para preservar a memória histórica da cidade e devolver o espaço à população.
💰 Obra milionária e parada
A reforma do prédio está orçada em cerca de R$ 4 milhões. Antes de ser paralisada, em 2022, a obra já havia consumido aproximadamente R$ 500 mil em recursos públicos. A execução era de responsabilidade da empresa Construtora Assis Lopes LTDA EPP, mas os serviços foram interrompidos, deixando o imóvel fechado e sem uso.
🔍 Cobrança por prazos e transparência
Agora, com a confirmação de que o prédio não será vendido e a promessa de retomada da reforma, a expectativa da população é por datas, cronograma e fiscalização efetiva, para que o projeto finalmente saia do papel após anos de espera.
A reportagem segue acompanhando os desdobramentos e cobrando informações sobre quando, de fato, a obra será reiniciada.
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Confira a nota na íntegra abaixo:

Via Blog do Elvis