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Pacientes denunciam falta de médicos no Hospital de Floresta; Prefeitura nega

De acordo com as fontes, que pediram anonimato, mais de 10 pacientes retornaram para casa sem atendimento médico, após os profissionais que estavam de plantão deixarem a unidade para acompanhar transferências de pacientes para hospitais de outras cidades

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
28/01/2026 às 14h25 Atualizada em 28/01/2026 às 14h51
Pacientes denunciam falta de médicos no Hospital de Floresta; Prefeitura nega

Pacientes procuraram a reportagem do Blog do Elvis para denunciar a falta de médicos durante o atendimento no Hospital Coronel Álvaro Ferraz, em Floresta, no Sertão de Pernambuco. Segundo relatos encaminhados à redação, a situação teria ocorrido na noite desta terça-feira (27).

De acordo com as fontes, que pediram anonimato, mais de 10 pacientes retornaram para casa sem atendimento médico, após os profissionais que estavam de plantão deixarem a unidade para acompanhar transferências de pacientes para hospitais de outras cidades. Durante esse período, segundo os denunciantes, o hospital teria ficado sem médico disponível para atender a demanda.

Outro ponto levantado pelos pacientes é que a escala médica, que antes era divulgada diariamente no Instagram oficial da Prefeitura de Floresta, deixou de ser publicada, o que dificultaria o acompanhamento e a transparência das informações por parte da população. O Blog do Elvis também questionou o município sobre essa mudança.

Prefeitura se manifesta

Em resposta à denúncia feita pela reportagem, a Prefeitura de Floresta encaminhou uma nota de esclarecimento, negando a ausência de médicos e afirmando que não houve desassistência médica nem abandono de plantão.

Segundo a gestão municipal, na data citada, o hospital contava regularmente com dois médicos plantonistas, sendo um responsável pelos atendimentos na unidade e outro destinado ao acompanhamento de pacientes que necessitassem de transferência para unidades de maior complexidade.

A nota informa ainda que, logo no início da manhã, uma gestante deu entrada na unidade e realizou um parto gemelar, mas apresentou intercorrências clínicas que exigiram transferência imediata. Diante da gravidade do caso, um dos médicos acompanhou a remoção, conforme determina a legislação. Em seguida, um médico adicional foi acionado, garantindo dois profissionais na unidade.

No decorrer do dia, outra gestante apresentou complicações, demandando acompanhamento médico contínuo. Já por volta das 17h, um paciente em estado grave, com suspeita de infarto agudo do miocárdio, precisou ser transferido com urgência para outro hospital, sendo acompanhado por um médico, devido ao risco iminente de morte.

A Prefeitura ressaltou que, durante esses períodos, alguns pacientes optaram por não aguardar atendimento, o que, segundo a gestão, não configura ausência injustificada de profissionais, mas sim a priorização de casos de extrema gravidade, conforme os princípios da medicina de urgência e emergência.

A nota também destaca que a conduta dos profissionais está em conformidade com a Resolução nº 1.672/2003 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regulamenta o transporte inter-hospitalar de pacientes graves, exigindo acompanhamento médico durante as remoções.

“As saídas dos médicos ocorreram exclusivamente para o cumprimento de dever legal, ético e humanitário, visando preservar a vida e a integridade dos pacientes em estado grave”, diz trecho da nota.

Confira a nota na íntegra abaixo:

Em atenção ao questionamento acerca da suposta ausência de médicos no Hospital de Floresta no dia de ontem, cumpre esclarecer que não houve desassistência médica, tampouco abandono de plantão.
 
Na referida data, o hospital contava regularmente com dois médicos plantonistas, sendo um destinado aos atendimentos na unidade e outro para acompanhamento de eventuais transferências de pacientes que demandassem suporte em unidade de maior complexidade.
 
Logo no início da manhã, uma gestante deu entrada na unidade e realizou parto gemelar, porém apresentou intercorrências clínicas que exigiram transferência imediata para outro hospital. Diante da gravidade do quadro, um dos médicos plantonistas acompanhou a paciente durante a remoção, conforme preconiza a legislação vigente. 
Em razão dessa saída, foi prontamente acionado um médico adicional para permanecer no hospital, ficando nesse momento dois médicos plantonistas garantindo a continuidade da assistência.
 
No decorrer do dia, outra gestante apresentou complicações, necessitando de acompanhamento médico contínuo, o que demandou novamente a atuação direta de um dos profissionais, permanecendo ainda um médico em plantão na unidade.
 
Por volta das 17h, deu entrada no hospital um paciente em estado grave, com suspeita de infarto agudo do miocárdio, situação que exigiu transferência urgente e acompanhamento médico imediato, haja vista que qualquer demora poderia acarretar riscos graves e até irreversíveis à vida do paciente. Assim, o médico, de forma responsável e ética, acompanhou o paciente durante a remoção.
 
Ressalta-se que, durante os períodos de transferência, alguns pacientes que buscaram atendimento na unidade optaram por não aguardar, fato que não pode ser confundido com ausência injustificada de profissionais, mas sim, com a priorização de casos de extrema gravidade, conforme os princípios da medicina e da urgência/emergência.
 
Importante destacar que a conduta adotada pelos médicos está em total conformidade com a Resolução CFM nº 1.672/2003, que dispõe sobre o transporte inter-hospitalar de pacientes, especialmente no que se refere aos seguintes dispositivos: 
• Art. 1, incisos:
 
II – Pacientes com risco de vida não podem ser removidos sem prévia avaliação médica e atendimento básico respiratório e hemodinâmico;
III – Pacientes graves devem ser removidos acompanhados por equipe mínima composta por médico, profissional de enfermagem e motorista, em ambulância adequada;
VI – Todo paciente removido deve ser acompanhado de relatório médico completo, devidamente assinado;
VIII – A responsabilidade pela remoção é do médico assistente ou transferente até que o paciente seja efetivamente recebido pela equipe de destino.
 
Dessa forma, resta evidente que as saídas dos médicos ocorreram exclusivamente para o cumprimento de dever legal, ético e humanitário, visando preservar a vida e a integridade dos pacientes em estado grave, não havendo qualquer irregularidade na condução dos atendimentos prestados pelo Hospital de Floresta.
 
Prefeitura de Floresta

Acompanhamento

O Blog do Elvis reforça que o espaço segue aberto para novos esclarecimentos e continuará acompanhando a situação do atendimento médico no Hospital Coronel Álvaro Ferraz, diante da importância do serviço para a população florestana.

📰 Via Blog do Elvis

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