
A construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Caetano 2, em Floresta, tornou-se um símbolo de desperdício de dinheiro público, abandono administrativo e desrespeito com a população. Iniciada há 12 anos, a obra nunca foi concluída e hoje se encontra em estado crítico, sem nunca ter atendido um único paciente.
De acordo com dados do Governo Federal, a obra foi iniciada em 16 de dezembro de 2013 e tinha custo previsto de R$ 408 mil. A construtora responsável chegou a executar cerca de 80% do projeto, mas, mesmo assim, recebeu R$ 326.400,00 — valor correspondente à boa parte do orçamento — antes de abandonar a construção, que jamais foi finalizada.
Uma vistoria realizada pelo Trombone Cidadão encontrou um cenário de total abandono: o prédio está vandalizado, com infiltrações, depredação e estruturas comprometidas. Após mais de uma década exposta à ação do tempo, muita coisa precisará ser refeita, o que deve gerar novos gastos aos cofres públicos, mesmo após milhões "investidos" ao longo dos anos.
Durante a visita ao local, o jornalista Elvis Lima realizou um ato simbólico e crítico para chamar atenção da sociedade e das autoridades. Ele levou um bolo até a UBS inacabada para registrar os 12 anos de abandono da obra, escancarando a indignação diante de um equipamento público essencial que envelheceu sem nunca cumprir sua função social.
Além do abandono físico, o atraso resultou em um prejuízo ainda maior: os recursos federais destinados à execução do posto de saúde foram perdidos, inviabilizando a conclusão da obra com verbas originalmente garantidas. Enquanto isso, moradores do Caetano 2 continuam sem acesso a um serviço básico de saúde adequado e próximo de casa.
O caso contrasta diretamente com a UBS do bairro DNER, cuja obra foi iniciada no mesmo período. Diferentemente do Caetano 2, a Prefeitura conseguiu concluir a unidade com recursos próprios. Atualmente, o prédio está pronto e falta apenas a definição da data de inauguração para que o atendimento à população tenha início.
No Caetano 2, porém, o que deveria ser um posto de saúde virou um retrato do descaso, reforçando a cobrança dos moradores por explicações, responsabilização e providências urgentes para que a saúde pública deixe de ser promessa e passe, de fato, a funcionar.
Via Blog do Elvis