
Em meio a dívidas acumuladas, contratos que não saem do papel e obras abandonadas, Floresta, no Sertão de Pernambuco, vive hoje uma crise administrativa com impactos diretos na população. Documentos obtidos pelo Blog do Elvis revelam que a suspensão da pavimentação de duas ruas no bairro DNER é apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior. O cenário é preocupante agora com recursos federais bloqueados.
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) suspendeu a liberação do Convênio Transferegov nº 951483/2023, que prevê R$ 500 mil para a pavimentação em paralelepípedos de duas ruas do bairro DNER — Avenida Antônio Tito Ferraz e Avenida 20 de Junho. O motivo: pendências antigas do município, que se acumulam sem solução.
O que agrava ainda mais o cenário é o fato de que o contrato com a empresa vencedora da licitação foi assinado há cerca de um ano. Ou seja, as obras já deveriam estar concluídas. No entanto, não há pavimentação finalizada, nem prazos claros apresentados à população.
A empresa contratada é a Infinity Locações e Serviços EPP, a mesma responsável pela pavimentação de um trecho da Rua Coronel Francisco Barros do Nascimento e pela construção de um pontilhão, obra orçada em R$ 75 mil. Mesmo com contrato firmado na mesma época, essa intervenção sequer foi iniciada.
A repetição do problema com a mesma empresa levanta questionamentos inevitáveis:
Onde está a fiscalização do município?
Por que contratos são assinados sem previsão de execução?
Quais providências foram adotadas após um ano de atraso?
Até agora, nenhuma resposta objetiva.
Como se não bastasse, o município também aparece como inadimplente no pagamento de precatórios judiciais — TRFs – Regime Geral, segundo consulta ao Transferegov. Essa pendência completa um ano agora em janeiro de 2026 e, sozinha, já impede o recebimento de transferências voluntárias da União.
👉 A reportagem do Blog do Elvis não conseguiu localizar o valor atualizado do débito com precatórios, o que evidencia falta de transparência sobre um passivo que penaliza diretamente a população.
Segundo a Sudene, o bloqueio dos recursos também é consequência de convênios antigos sem execução, como:
SICONV nº 896066/2019: implantação de abatedouro frigorífico de caprinos e ovinos, que nunca saiu do papel;
Convênio nº 778590/2012 (Funasa): construção de 8 melhorias habitacionais, também com pendências há anos.
São projetos que atravessaram gestões, sem conclusão, sem prestação de contas clara e sem benefícios reais para a população.
Enquanto a Prefeitura acumula inadimplência, contratos parados e obras não executadas, moradores do bairro DNER e da Rua Coronel Francisco Barros do Nascimento convivem com ruas esburacadas, poeira, lama e insegurança. O convênio suspenso tem vigência até 28 de dezembro de 2026, e o risco de perda definitiva dos recursos é real.
📢 O silêncio da gestão, diante de contratos assinados e obras paradas, aprofunda a crise e penaliza quem mais precisa: a população.
Via Blog do Elvis