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Risco de desabamento deixa 4 salas da Escola Três Marias interditadas em Floresta

Enquanto isso, estudantes, pais e profissionais da educação seguem aguardando soluções definitivas para um problema que se arrasta há 5 anos

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
18/12/2025 às 14h19 Atualizada em 18/12/2025 às 14h39
Risco de desabamento deixa 4 salas da Escola Três Marias interditadas em Floresta

A Escola Estadual Três Marias, localizada no bairro da Cohab, em Floresta, no Sertão de Pernambuco, segue com quatro salas interditadas há cerca de cinco anos, em razão de graves problemas estruturais que colocam em risco a segurança da comunidade escolar.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do Blog do Elvis, entre os espaços afetados está a sala onde funcionava a biblioteca da unidade, atualmente desativada devido ao risco de desabamento. As áreas interditadas apresentam rachaduras e comprometimento estrutural, o que motivou a restrição de uso.

Apesar da interdição parcial, as demais salas que não foram atingidas pelo problema seguem funcionando normalmente, garantindo a continuidade das atividades escolares, ainda que com limitações de espaço e estrutura.

Alta procura por vagas e déficit histórico de escolas de ensino médio

A demanda por vagas na Escola Três Marias é considerada alta, especialmente pelo fato de que há décadas não são construídas novas escolas que atendam ao ensino médio em Floresta. Esse déficit histórico faz com que a unidade seja uma das principais referências para estudantes da rede estadual no município.

Outro ponto levantado por pais e alunos é que a maioria das escolas de ensino médio está concentrada em áreas centrais da cidade, o que dificulta o acesso de estudantes que moram em bairros mais distantes e em regiões com maior vulnerabilidade social. Para essas famílias, o deslocamento diário representa um desafio adicional, seja pela distância ou pelos custos com transporte.

Falta de quadra esportiva e prédio público abandonado

Além dos problemas estruturais, a Escola Três Marias não dispõe de uma quadra poliesportiva, o que limita a prática de atividades físicas, esportivas e projetos pedagógicos ligados ao esporte, essenciais para o desenvolvimento dos estudantes e para o cumprimento da carga curricular.

Outro aspecto que chama a atenção da comunidade é a existência de um prédio abandonado do Governo do Estado nas proximidades da escola, a antiga cadeia pública, que há anos está sem função social definida. Para moradores e lideranças locais, o espaço poderia ser avaliado como uma possibilidade de ampliação da estrutura educacional, seja para salas de aula, espaços pedagógicos, esportivos ou projetos voltados à juventude, atendendo diretamente os estudantes da própria comunidade.

Esclarecimento da Secretaria de Educação

Em nota encaminhada à reportagem, a Secretaria de Educação informou que a interdição ocorreu após a identificação de rachaduras significativas em pilares, vigas e paredes, situação que representaria risco à integridade física da comunidade escolar.

“A Escola Três Marias encontra-se interditada devido às condições estruturais encontradas, com rachaduras significativas ao longo de pilares, vigas e paredes, que colocariam em perigo a vida da comunidade escolar pelo risco de desabamento”, informou a secretaria.

Segundo o órgão, está em elaboração, por meio da UTPO, um projeto de requalificação completa da unidade de ensino.

Projeto prevê demolição, reconstrução e ampliação

De acordo com a Secretaria de Educação, o projeto contempla:

  • Demolição e reconstrução do bloco afetado;

  • Modernização da área administrativa;

  • Ampliação da cozinha;

  • Construção de um primeiro andar;

  • Implantação de novas salas de aula;

  • Criação de laboratório e novos banheiros.

Prazo previsto

No que diz respeito às atribuições da Secretaria de Obras (SEOB), foi informado que os prazos estimados para a conclusão do projeto arquitetônico, dos projetos complementares de engenharia e da orçamentação da obra estão previstos até o final do primeiro semestre de 2026.

Enquanto isso, estudantes, pais e profissionais da educação seguem aguardando soluções definitivas para um problema que se arrasta há anos e impacta diretamente o acesso, a segurança e a qualidade do ensino médio em Floresta, no Sertão de Pernambuco.

Assista a reportagem abaixo:

 
 
 
 
 
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