
Neste sábado, completam-se dois meses desde que a prefeita Rorró Maniçoba anunciou oficialmente a construção da passagem molhada elevada em Floresta, no Sertão de Pernambuco. A obra é considerada urgente pela população e vital para reduzir riscos durante períodos de cheia.
O anúncio foi feito durante a inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Alto da Ermida no dia 6 de outubro de 2025, evento transmitido ao vivo pelo Blog do Elvis. Na ocasião, a prefeita garantiu que a licitação seria publicada no Diário Oficial em até 15 dias após a inauguração. Passados 60 dias, porém, nenhum edital foi disponibilizado.
A obra terá investimento superior a R$ 1 milhão, com recursos do Governo do Estado de Pernambuco.
De acordo com a prefeita, o projeto prevê:
Tráfego simultâneo de dois veículos, um em cada sentido;
Área destinada para pedestres;
Estrutura de aproximadamente 1,5 metro de profundidade e 1,5 metro acima do nível do solo, garantindo mais segurança e resistência;
Maior capacidade de escoamento para enfrentar períodos de cheia.
O ponto sobre o Rio Pajeú tornou-se um dos mais perigosos da cidade. Somente em 2025, mais de 10 veículos caíram dentro do rio ao tentar atravessar a passagem, principalmente em momentos de pouca visibilidade ou após chuvas. Apesar dos riscos, não houve vítimas fatais, mas os episódios reforçaram a urgência de uma solução definitiva.
A população há décadas sonha com a construção de uma ponte. Segundo explicou Rorró, as melhorias projetadas pela Secretaria Municipal de Obras vão elevar o nível da passagem e reforçar a estrutura, de forma que ela só fique alagada em períodos de chuvas muito intensas ou grandes volumes de água — reduzindo drasticamente o risco atual.
Essa é a pergunta que moradores vêm fazendo.
Com o prazo de 15 dias esgotado há semanas, o edital deveria ter sido publicado ainda em outubro, mas até a publicação desta reportagem, não houve qualquer movimentação no Diário Oficial.
A Prefeitura também não esclareceu os motivos do atraso, nem informou se houve problemas técnicos, ajustes no projeto, pendências burocráticas ou questões relacionadas ao repasse estadual.
Enquanto isso, a obra continuam apenas no discurso — sem licitação, sem empresa contratada e sem previsão oficial de início.
A população cobra transparência e explicações, principalmente diante da proximidade do período chuvoso.
Assista o vídeo:
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Via Blog do Elvis





