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Raquel Lyra pede à União linhas de crédito e compensação para empresas afetadas por tarifaço de Trump

Governadora solicitou auxílio ao governo federal. Alguns produtos exportados pelo estado foram taxados em 50% por Donald Trump.

Redação
Por: Redação Fonte: G1 pernambuco
31/07/2025 às 16h21
Raquel Lyra pede à União linhas de crédito e compensação para empresas afetadas por tarifaço de Trump

Pernambuco deve ter um prejuízo de mais de R$ 377 milhões devido à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Embora o tarifaço tenha poupado uma lista de itens exportados, ficaram de fora da lista de isentos alguns dos produtos mais exportados pelo estado, como frutas e açúcar, este último com uma exportação anual de 58 mil toneladas.

 

Diante do cenário, a governadora Raquel Lyra (PSD) emitiu um pronunciamento em que disse ter pedido auxílio ao governo federal para proteger os empregos e empresas pernambucanos. A gestora solicitou, entre outras coisas, linhas emergenciais de crédito e medidas compensatórias para os setores afetados.

Do total de produtos exportados por Pernambuco, cerca de 4,5% foram para os Estados Unidos, o que equivale a, aproximadamente, US$ 54 milhões. Mangas, uvas, cana-de-açúcar e aço são alguns dos itens que não foram isentos do tarifaço e que, agora, devem ser impactados.

Em seu pronunciamento, Raquel Lyra disse que a medida adotada pelo presidente estadunidense Donald Trump "gera instabilidade e pode afetar as relações comerciais com Pernambuco", e que o governo estadual tem como prioridade máxima "proteger os milhares de empregos que dependem do dinamismo da economia do estado, atuando ao lado do setor produtivo".

 

A governadora informou que, na terça-feira (5), vai a Brasília, com os outros governadores do Nordeste, para uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 

As medidas pedidas pelo estado serão as seguintes:

Disponibilização, via Banco do Nordeste, de linhas emergenciais de crédito para os setores afetados, com condições especiais de carência, prazos e taxas;

Medidas compensatórias, como incentivo à diversificação de mercados internacionais, facilitação de acesso a países parceiros e políticas de apoio à exportação;

Proteção e promoção dos interesses dos setores produtivos do Nordeste na interlocução com os Estados Unidos.

Sobre o tarifaço

A decisão da taxação foi tomada pelo presidente Donald Trump, que assinou uma ordem executiva e declarou uma nova emergência nacional para justificar a medida.

 

O governo americano afirma que o Brasil adotou ações recentes que representam uma ameaça à segurança nacional, à economia e à política externa dos Estados Unidos. Por isso, decidiu aumentar em 40 pontos percentuais a tarifa que já existia, totalizando agora 50%.

A ordem executiva americana também traz duras críticas ao governo brasileiro. Segundo o texto, o Brasil estaria promovendo perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, além de adotar práticas que violam direitos humanos e enfraquecem a democracia.

 

O documento cita diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de emitir ordens secretas para obrigar empresas americanas a censurar discursos políticos, entregar dados de usuários e alterar suas políticas internas sob ameaça de sanções.

 

Um dos casos mencionados é o de Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos e estaria sendo processado criminalmente no Brasil por declarações feitas em solo americano.

 

Além da tarifa, o presidente Trump determinou, no último dia 18 de julho, o cancelamento dos vistos de Alexandre de Moraes, de seus aliados no STF e de seus familiares.

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