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Ele chorou, não queria ir. Pensei que estava seguro’, diz mãe de menino esquecido em van escolar

Ele chorou, não queria ir. Pensei que estava seguro’, diz mãe de menino esquecido em van escolar

Redação
Por: Redação
15/11/2023 às 15h13 Atualizada em 15/11/2023 às 18h13
Ele chorou, não queria ir. Pensei que estava seguro’, diz mãe de menino esquecido em van escolar
Foto: Reprodução

Motorista da van e a auxiliar foram presos por homicídio.

A mãe do menino de dois anos que que morreu depois de ser esquecido em uma van escolar, na Zona Norte de São Paulo, afirmou que o filho chorou ao entrar no veículo para ir atá a creche nesta terça-feira (14).

Apollo Gabriel Rodrigues foi colocado na van por volta das 7h, mas não foi deixado na unidade pelo motorista e auxiliar.

À tarde, o menino foi encontrado desacordado no veículo e levado ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, no Parque Novo Mundo, por volta das 16h20. Apollo chegou já sem vida.

“Ele estava tão bem hoje [terça-feira, 14]. Mas quando eu fui por ele na perua ele chorou. Ele chorou. Não queria ir. E ela [auxiliar do motorista] sempre colocava ele na frente, hoje ela colocou ele no banco de trás e esqueceu do meu filho”, disse Kaliane Rodrigues.“Sempre que eu chegava, meu filho estava lá. Hoje eu cheguei e meu filho não estava e eu nunca mais vou ver ele. Eu nunca mais vou ver meu filho”.Ainda conforme a mãe, ela quer que a Justiça seja feita.

“Independente se ela [auxiliar] colocou atrás, na frente ou no meio da van, isso pra mim é irresponsabilidade, porque quem trabalha com criança tem que ter muita atenção. E eu acho isso injustiça demais. E eu quero justiça. Só peço justiça”.“Eu nunca pensei em passar por isso, é muito difícil saber que eu deixei meu filho na perua pensando que ele estava seguro e fui trabalhar.

Mas, sabe, pressentimento de mãe. Não foi bom o meu dia e quando deu 16h eu falei ‘mãe, o Apolo chegou?”.

Em depoimento à polícia, o condutor Flávio Robson Benes, de 45 anos, e a mulher, Luciana Coelho Graft, de 44 anos e que é auxiliar do marido, contaram que tinham buscado Apollo em casa, de manhã, para levá-lo até a creche no Parque Novo Mundo.Contudo, só perceberam ter esquecido o garoto depois do almoço, quando usaram o veículo de novo para buscar as crianças na creche.

A suspeita da polícia é de que o menino morreu por conta do calor. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE), os termômetros registraram, em média, 37°C durante a tarde na capital paulista. Porém, o laudo irá apontar a causa da morte.

Via Portal PE10.

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