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Justiça concede a índios Pankararu reintegração de posse de terra no Sertão de Pernambuco

Justiça concede a índios Pankararu reintegração de posse de terra no Sertão de Pernambuco

Redação
Por: Redação
20/06/2018 às 10h01 Atualizada em 20/06/2018 às 13h01
Justiça concede a índios Pankararu reintegração de posse de terra no Sertão de Pernambuco
Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) concedeu a reintegração de posse de uma área de 8,1 mil hectares que fica entre os municípios de Tacaratu, Petrolândia e Jatobá, no Sertão do estado, para índios da etnia Pankararu. A decisão foi tomada de forma unânime em julgamento realizado nesta terça-feira (19), na sede do tribunal, no Cais do Apolo, no Centro do Recife.

A área deve ser desocupada por mais de 300 famílias formadas por não índios, no prazo máximo de 90 dias, de acordo com o TRF-5. “A sentença de Primeiro Grau também oficiou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar do estado de Pernambuco (PMPE), para que estas planejassem e executassem as medidas necessárias à desocupação”, informou o tribunal por meio de nota.

Na segunda-feira (18), os Pankararu fizeram um protesto em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife, pedindo apoio no julgamento. Os Pankararu vivem na região desde 1700 e tiveram a área demarcada pelo governo federal como terra indígena pelo governo em 1940 e em 1987.

[caption id="" align="alignnone" width="984"]Sessão que decidiu por reintegração de posse de terras em Pernambuco a índios Pankararu ocorreu no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo) Sessão que decidiu por reintegração de posse de terras em Pernambuco a índios Pankararu ocorreu no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)[/caption]

Apesar disso, o terreno continua ocupado por 8 mil indígenas e por mais de 1.200 agricultores posseiros. O processo de reintegração de posse estava na Justiça desde 1993. Os desembargadores Rubens Canuto e Edilson Nobre participaram da sessão, além do relator do processo, o desembargador Leonardo Coutinho.

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