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Privatização da Eletrobras será feita junto às eleições 2018, diz presidente

Privatização da Eletrobras será feita junto às eleições 2018, diz presidente

Redação
Por: Redação
11/12/2017 às 12h11 Atualizada em 11/12/2017 às 15h11
Privatização da Eletrobras será feita junto às eleições 2018, diz presidente
Foto: Reprodução
Maior empresa de energia elétrica da América Latina e produtora de ⅓ de toda energia consumida no país, a Eletrobras se prepara para sua privatização. Prevista para ocorrer junto das eleições em 2018, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que a coincidência não assusta os investidores. “Nem investidores estrangeiros, nem brasileiros veem problema. Se tem uma oportunidade em um negócio de 30 anos, não tem nada a ver com eleição. Não tenho dúvida de que há interesse, porque são as últimas [usinas] no país. Depois delas, o mapa fica quase completo.” O presidente da empresa afirmou que a privatização da empresa ocorrerá no 2º semestre de 2018. “Será feita numa janela dos investidores no 2º semestre, na volta das férias americanas. Entre setembro e dezembro”. Atualmente a privatização da estatal encontra resistência na Câmara e no Senado, inclusive de membros da base governista. Com a venda, Planalto espera arrecadar cerca de R$ 12 bilhões. O projeto de lei que trata do tema será encaminhado na semana que vem. “Essa é a agenda do ministro [Fernando Coelho Filho, das Minas e Energia]”, afirmou. De acordo com o executivo, com a desestatização, a união terá uma “golden share”, onde o governo não precisa ser acionista majoritário, mas terá o poder de voto voto decisivo em temas estratégicos. Ele também voltou a afirmar que “nada fica de fora”. A desestatização vai incluir suas 4 principais operações: Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas. Congressistas pressionam o governo para excluir a Chesf e Furnas da operação. Querem manter a influência na nomeação de funcionários para o comando das empresas.

DESCOTIZAÇÃO

Sobre o ritmo da descotização de 14 das hidrelétricas, o presidente da empresa disse que provavelmente será de 3 a 5 anos. “Se tirar de uma hora para outra todas as cotas, não será bom para o mercado. Hoje há nas distribuidoras alguma sobrecontratação. Então, fazendo a 1 ritmo ponderado, permitirá que elas se beneficiem porque vão reduzir a sua sobrecontratação”. A cotização é 1 tipo de maneira de remunerar algumas usinas hidrelétricas. Implantada no governo Dilma, a ideia era baixar o valor da tarifa. Por ela, paga-se só custos operacionais das geradoras. O objetivo é retirar a empresa desse regime para torná-la atraente aos investidores.

DEFESA DA PROPOSTA

Mesmo que grupos políticos sejam contra a privatização, Ferreira Junior defendeu durante a entrevista que ela é o melhor para a empresa a para o país. “Entendo que é uma empresa importante em algumas regiões e que queiram ter posição diferente. Mas e os 200 milhões de brasileiros que teoricamente são donos da companhia? Que no ano passado viram que o Estado teve de aportar R$ 3 bilhões na companhia para ela não quebrasse? Que saíram da conta de saúde, educação. Poderiam estar lá, e não conosco. O governo tem 60% da companhia, que não paga dividendo e nenhum centavo de imposto. A AES Tietê, a Tractebel, fazem a mesma coisa, têm lucro, pagam dividendo aos acionistas, e Imposto de Renda para o governo”. Ferreira Junior disse acreditar que a venda da estatal é algo irrefutável. “Se ela [a privatização] não ocorrer, vende-se usina a usina. A Eletrobras ficaria com todos os custos e perderia a capacidade instalada de 14.000 megawatt-hora (MWh), uma Itaipu. A Eletrobras aguenta? Duvido”. Confira abaixo um infográfico sobre como será o processo: Via Poder 360
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