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Um dia de detetive no Espaço Cultural João Boiadeiro

Um dia de detetive no Espaço Cultural João Boiadeiro

Redação
Por: Redação
25/10/2015 às 14h29 Atualizada em 25/10/2015 às 17h29
Um dia de detetive no Espaço Cultural João Boiadeiro
Foto: Reprodução
Dias atrás tive a oportunidade de visitar o Espaço Cultural João Boiadeiro, no centro da cidade de Floresta, no Sertão de Pernambuco. O prédio antigo e o cheiro dos livros velhos nas estantes já não atrai a juventude de hoje. Acho que estou ficando velho. Ainda peguei o tempo em que a pesquisa em Barsa era uma das poucas fontes confiáveis. Computador era raro e era preciso ter bastante dinheiro para ter um em casa. A biblioteca fica no primeiro andar do prédio. Nas paredes estão algumas fotos históricas da cidade. Uma dessas imagens de 1957 apresenta a igrejinha da Matriz e sua linda arborização. Ao entrar no espaço me deparo uma bibliotecária já velhinha. Ela diz "bom dia" meio sem graça e pergunta se preciso de alguma coisa. Eu a cumprimento e começo a passear pelos corredores de livros, revistas e jornais. Como já "sou de casa" me atrevi pegar uma pasta com vários folhetos e apostilas do dados históricos da cidade. Fiquei impressionado como algo tão importante da nossa terra não é valorizado. As folhas já amareladas e rasgadas mostram o quanto já foram usadas e abusadas por seus leitores. igreja do rosario Queria encontrar uma inspiração para uma matéria que cativasse e motivasse meus leitores no blog. Viajei na imensidão de versos e poesias escritos por lendários florestanos. Até que em certo momento, a bibliotecária me chama a atenção para não esquecer de assinar o livro de presença. igreja matriz floresta-pernambuco O tempo passou rápido e tinha que ir embora. Me aproximei da mesa de madeira maciça e assinei a ata, como a velhinha carinhosamente havia pedido. A lista tinha poucos nomes desconhecidos. Como recordação daquela visita, guardei na memória essa valsa escrita por Edgar Coimbra Sampaio e música de José Gomes de Sá (Zé Velhinho). Confira abaixo: Minha Floresta A minha Floresta é muito linda Com seus tamarindos verdejantes Onde a passarada vai cantar Quando ao triste entardecer O sol morre distante Há muitos encantos em Floresta E primores mil ela encerra Que digo aqui com prazer Salve a minha terra. Do Sertão és a Rainha Eu te saúdo Floresta Pois recebe hoje deste teu filho A mais simples homenagem Pobre e modesta Muito queria eu dar-te Queria fazer-te festa Mas não posso apenas eu digo Salve, salve, Floresta!...
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