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Ministério da Integração Nacional denuncia furto em obra do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco

Ministério da Integração Nacional denuncia furto em obra do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco

Redação
Por: Redação
10/10/2017 às 10h19 Atualizada em 10/10/2017 às 13h19
O Ministério da Integração Nacional denunciou no início desta semana o furto de uma das bombas das comportas do reservatório Tucutu, localizado no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Cabrobó. Segundo o órgão, o furto aconteceu nessa segunda-feira (09), mesmo dia em que credores da Mendes Júnior invadiram o escritório do Ministério da Integração Nacional em Salgueiro e impediram os servidores de cumprirem jornada de trabalho. Ontem a área jurídica da pasta apresentou um recurso de reintegração de posse do prédio à Justiça Federal para normalizar a situação, mas até o momento não houve deliberação e parte dos manifestantes permanece na unidade. Comerciantes com contas a receber da Mendes Júnior iniciaram um protesto sexta-feira (06) para receber cerca de R$ 24 milhões pelos serviços prestados. O Ministério da Integração afirma que houve vandalismo.  “Primeiro, as mangueiras das comportas do reservatório Tucutu foram danificadas, o que gerou vazamento de óleo dentro do açude, fazendo com que essas comportas fossem fechadas por questão de segurança […]. Além disso, a estrutura de controle de Tucutu também foi deteriorada por pichações. O texto é assinado pelos credores da Mendes Júnior”, relata a assessoria da pasta em nota. O Ministério da Integração Nacional assegura que não possui débitos com a Mendes Júnior e que a construtora é que tem uma dívida de mais de R$ 200 milhões com a instituição. “Como são prestadores de serviço com uma relação contratual entre empresas privadas, a União está impedida de pagar débitos da construtora com seus fornecedores, de acordo com a legislação. Portanto, a responsabilidade por esta quitação é da empresa Mendes Júnior, que assumiu o compromisso com os comerciantes”, destaca. Ainda de acordo com a nota, o Governo Federal está analisando as medidas legais cabíveis para que as águas do São Francisco voltem a percorrer os canais. “Os prejuízos causados também estão sendo analisados para que as comportas possam ser reabertas o mais rápido possível”, assegura o Ministério, que classificou como ato criminoso a invasão dos credores. “Prejudicam o abastecimento de mais de 4 milhões de pessoas que estão à espera da água do Projeto São Francisco, como é o caso da capital cearense de Fortaleza. Além dos vários agricultores da região que virão a ser contemplados”, argumenta. Via Alvinho Patriota
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