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Empresas 'laranja' movimentaram R$ 340 milhões em cinco anos, diz Secretaria da Fazenda de PE

Empresas 'laranja' movimentaram R$ 340 milhões em cinco anos, diz Secretaria da Fazenda de PE

Redação
Por: Redação
21/09/2017 às 09h16 Atualizada em 21/09/2017 às 12h16
Empresas 'laranja' movimentaram R$ 340 milhões em cinco anos, diz Secretaria da Fazenda de PE
Foto: Reprodução

As empresas "laranja" envolvidas na organização criminosa desarticulada pela ‘Operação Destinos Cruzados’ movimentaram mais de R$ 340 milhões de reais nos últimos cinco anos. A informação foi repassada pelo diretor de Operações Estratégicas da Secretaria de Fazenda de Pernambuco, Cristiano Dias, durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (20).

"No dia de ontem [terça], nós estivemos em 29 empresas e encontramos nos estoques R$ 2 milhões em produtos sem notas fiscais ou acobertadas por laranjas. Nos últimos cinco anos, 51 empresas laranjas movimentaram R$ 340 milhões em acobertação de mercadorias dessa natureza", aponta Dias.

Desencadeada na terça-feira (19), a operação cumpriu sete dos oito mandados de prisão, além de mandados de busca e apreensão e condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão ocultação de notas fiscais, emissão de notas fiscais em desacordo com a realidade, ocultação de mercadorias transportadas, desvio de destino de produtos comercializados, além de embaraço à fiscalização tributária.

[caption id="" align="alignnone" width="1600"] Segundo Secretaria da Fazenda, mais de R$ 2 milhões em produtos foram apreendidos (Foto: Divulgação/Secretaria da Fazenda)[/caption]

As investigações da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária começaram no início de 2017, com a apreensão de dois caminhões com mercadorias que iriam para empresas que não existiam de fato, segundo a polícia.

"A partir dali, iniciamos uma ampla investigação e identificamos que duas empresas, duas transportadoras da cidade de Pombos, eram as empresas utilizadas para fazer a aquisição dessas mercadorias e o direcionamento para empresas laranjas. No meio do caminho, essas mercadorias eram desviadas e direcionadas para os reais adquirentes", detalha o delegado Germano Cunha.

Caixa 2

A investigação aponta que os envolvidos no esquema tiravam as notas para uma empresa que não existia e desviavam as mercadorias para outra firma. “Invés de adquirir mercadorias diretamente das empresas fabricantes ou do ramo atacadista legalizadas, eles faziam as compras através de empresas que existiam apenas no cadastro, mas de fato não existiam fisicamente com estoques e estrutura física”, aponta o representante da Secretaria da Fazenda.

Sem a existência das notas fiscais, os reais compradores conseguiam fazer um caixa irregular, não declarado. “Eles possibilitavam que os reais adquirentes fizessem Caixa 2 a partir do momento em que essas mercadorias adentravam os estabelecimentos sem qualquer nota de entrada. Por consequência, eles também possibilitavam a revenda dessa mercadoria sem qualquer nota fiscal”, destaca o delegado.

[caption id="" align="alignnone" width="1600"] Detalhes da operação ‘Operação Destinos Cruzados’ foram apresentados nesta quarta-feira (20) (Foto: Divulgação/Polícia Civil)[/caption]

Somente na terça-feira, a operação apreendeu quatro caminhões de grande porte que seriam utilizados pelas transportadores envolvidas no esquema e mais de R$ 200 mil em dinheiro e cheques, além de computadores e documentos.

“Nosso objetivo é uma autorização judicial para que esses caminhões sejam leiloados, com fim de ressarcir parte do prejuízo causado ao erário público. Foi apreendida inclusive uma arma de fogo em um sítio pertencente a um dos proprietários. Mais de R$ 200 mil em dinheiro também foi apreendido na residência dos proprietários das transportadoras”, afirma o delegado.

O prejuízo ao erário público ainda está sendo averiguado pela Secretaria da Fazenda de Pernambuco. “Nós estamos com ações fiscais em curso em 59 empresas adquirentes. Além das mercadorias encontradas nos estoques, vamos fazer auditorias fiscais para desconstituir os créditos dessas notas que acobertaram mercadorias através de empresas laranjas. Identificamos que, até o momento, 19 dessas empresas tinham ligação direta com a empresa de Pombos”, adianta Dias.

Via G1

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