
A reforma do Mercado Público Municipal Deusdedit Cornélio da Silva, em Floresta, no Sertão de Pernambuco, voltou a ser alvo de questionamentos. Durante discurso na tribuna popular da Câmara Municipal de Vereadores, nesta quarta-feira (21), o jornalista Elvis Lima cobrou explicações sobre a ausência de seis caixas d’água previstas no projeto da obra, além de apontar possíveis falhas na execução dos serviços hidráulicos e elétricos.
A reforma, iniciada em 2024, tem valor previsto de R$ 2.416.160,39. Até o momento, foram pagos R$ 2.104.827,11 à empresa Compacta Construções. Segundo informações levantadas pelo Blog do Elvis, a obra está com aproximadamente 99% de execução, mas ainda não teria sido oficialmente entregue à Prefeitura devido a pendências na execução do projeto.
De acordo com o jornalista, o projeto de reforma previa a instalação de seis caixas d’água com capacidade de 2 mil litros cada, totalizando 12 mil litros de armazenamento.
Entretanto, conforme o relato apresentado na tribuna, as caixas não teriam sido instaladas. Atualmente, o mercado estaria utilizando uma caixa d’água antiga, com capacidade de apenas 800 litros.
Durante a fiscalização, Elvis afirmou ter recebido reclamações de comerciantes sobre a falta de água no local, que abriga restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos que dependem do abastecimento para funcionar.
Segundo os relatos, a água disponível seria insuficiente para atender à demanda diária, levando comerciantes a recorrerem a tambores e baldes para realizar atividades básicas.
O jornalista também relatou dificuldades para utilizar os banheiros e lavar as mãos por falta de água nas torneiras, situação que levanta questionamentos sobre as condições de higiene do espaço.
“Como é que um restaurante funciona sem água? Como é que uma lanchonete funciona sem água?”, questionou Elvis durante o discurso.
Outro ponto levantado foi a situação da instalação elétrica do mercado.
Segundo Elvis Lima, os disjuntores existentes seriam antigos, apesar de o projeto prever a substituição desses equipamentos. Ele também afirmou ter identificado situações em que mais de um box estaria ligado ao mesmo disjuntor.
Conforme o relato, quando comerciantes ligam equipamentos elétricos simultaneamente, como fritadeiras e micro-ondas, os disjuntores desarmam e provocam a interrupção do fornecimento de energia.
A situação precisa ser esclarecida pelos responsáveis pela obra, especialmente em relação ao cumprimento das especificações previstas no projeto de reforma.
Durante o pronunciamento, o jornalista também demonstrou preocupação com a segurança dos comerciantes e frequentadores do mercado.
Elvis afirmou que, até onde havia sido informado, o estabelecimento estaria funcionando sem atestado de regularidade do Corpo de Bombeiros e questionou a disponibilidade de extintores para combater possíveis princípios de incêndio.
A situação merece esclarecimentos dos órgãos responsáveis, considerando a presença de restaurantes e lanchonetes no local.
Outro questionamento apresentado diz respeito à instalação de 38 câmeras de segurança, que, segundo o jornalista, também estariam previstas, mas ainda não teriam sido instaladas.
Elvis Lima também comentou a cobrança de taxas dos comerciantes que utilizam os espaços do mercado público.
O jornalista afirmou não ser contrário à cobrança, mas defendeu que o funcionamento do equipamento ofereça condições adequadas de uso, incluindo abastecimento de água, instalações elétricas seguras e equipamentos de prevenção e combate a incêndios.
Para ele, é necessário esclarecer por que itens previstos no projeto ainda não estariam disponíveis, apesar do avanço da obra e dos pagamentos realizados.
Embora esteja com aproximadamente 99% de execução, segundo informações obtidas pelo Blog do Elvis, a reforma ainda não teria sido oficialmente entregue à Prefeitura de Floresta.
Fontes ouvidas pela reportagem apontam que a conclusão formal estaria condicionada à resolução de pendências relacionadas à execução do projeto.
O Blog do Elvis destaca que os questionamentos apresentados precisam ser apurados e confrontados com o projeto, as medições, os pagamentos e os documentos de recebimento da obra.
O espaço permanece aberto para que o Governo de Pernambuco, responsável pela reforma, e a empresa Compacta Construções apresentem esclarecimentos sobre os itens questionados, as possíveis pendências e as providências previstas para solucionar os problemas relatados.
Via Blog do Elvis