Publicidade

Fábrica de laticínios fecha as portas em Serra Talhada, PE

Fábrica de laticínios fecha as portas em Serra Talhada, PE

Redação
Por: Redação
07/07/2017 às 21h20 Atualizada em 08/07/2017 às 00h20
Fábrica de laticínios fecha as portas em Serra Talhada, PE
Foto: Reprodução
Gerando mais de 25 empregos diretos há seis anos em Serra Talhada, a fábrica de laticínios Serleite, do empresário Auxêncio Carvalho, fechou as suas portas no início desta semana. Além da crise que afeta a economia do país, motivos como a concorrência desleal contra o mercado clandestino de leite e a ausência de incentivos dos governos municipal e estadual desestimularam a produção da fábrica. Em conversa com a reportagem do FAROL, Auxêncio revelou que está transferindo seu empreendimento para a cidade de Mirandiba, onde já tem garantia de melhores condições de trabalho e investimento. Lá, o empresário irá apostar em um novo ramo, de doces e sucos. “Mirandiba está me dando melhores condições para esse novo ramo que pretendo investir. Sem contar o fato que Mirandiba é a cidade onde eu nasci e essa é a hora de fazer alguma coisa por Mirandiba, gerar empregos por lá e continuar o legado que meu pai começou no município”, comentou Auxêncio. A Serleite atuava em Serra Talhada dede 2011 produzindo além de bebidas lácteas, seus derivados como iogurte, queijo, requeijão, manteiga e mais 28 produtos. Quando foi instalada, a fábrica tinha uma capacidade de produção de 30 mil litros de leite/dia, mas atualmente vinha trabalhando com cerca de 1.500 litros/dia, o que afetou diretamente as contas da empresa. SEM INCENTIVOS Apesar do discurso em favor da atração de fábricas e indústrias, o governo municipal não ofereceu apoio a Serleite, comentou Auxêncio. “Falta apoio político para alavancar a bacia leiteira de Serra Talhada, que tem potencial mas não tem incentivos. Em boa parte das cidades os empresários do ramo encontram esse apoio, só aqui que não é assim. Apoio do município e governo do Estado não existem”, disse. CONCORRÊNCIA DESLEAL Somado a tudo isso, o empresário lamentou muito a concorrência desleal com o que chamou de ‘mercado clandestino’ de laticínios. Segundo Auxêncio Carvalho, enquanto a Serleite vinha pagando altos impostos assistia à ausência total de fiscalização contra àqueles que hoje atuam no ramo informalmente. “Estranho que quem é clandestino não tem fiscalização e nós que somos regularizados somos taxados e fiscalizados com regularidade pelo Estado. Nem a Adagro e nem a vigilância sanitária vão atrás dos clandestinos, que estão praticamente mandando no mercado. Tem gente aí empacotando leite com água e tudo isso sem pagar imposto”, alertou. Via Farol de Notícias
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários