Moradores de Floresta, no Sertão de Pernambuco, voltaram a denunciar a presença constante de bois e vacas circulando livremente pelas ruas da cidade. Um leitor do Blog do Elvis enviou, nesta sexta-feira (17), mais um vídeo mostrando animais soltos espalhando lixo e se alimentando de resíduos domésticos.
A cena, que já se tornou recorrente em diversos bairros, levanta um alerta importante: qual o destino desse gado e, principalmente, qual a procedência da carne que chega à mesa da população? A preocupação envolve não apenas a desordem urbana, mas também questões de saúde pública.
Riscos à saúde e à população
Especialistas alertam que animais que se alimentam de lixo podem ingerir coisas contaminadas, como plásticos, restos de alimentos estragados e até substâncias tóxicas. Isso pode comprometer a saúde do próprio animal e, consequentemente, representar riscos para o consumo humano, caso essa carne entre na cadeia alimentar sem fiscalização adequada.
Além disso, a presença de animais de grande porte nas vias urbanas também oferece perigo para motoristas e pedestres, aumentando o risco de acidentes.
Apreensões ainda são insuficientes
Durante o mês de abril, a Prefeitura de Floresta realizou a apreensão de alguns animais soltos. No entanto, segundo relatos de moradores, a quantidade recolhida ainda é muito inferior ao número de bois e vacas que continuam circulando diariamente pelas ruas.
A população questiona a efetividade das ações e cobra medidas mais rigorosas para identificar e responsabilizar os proprietários.
Falta de fiscalização e responsabilidade
O problema evidencia uma prática irregular: a criação de animais soltos em área urbana. Além de ser proibida em muitos municípios, essa conduta demonstra falta de responsabilidade por parte de alguns criadores, que deixam os animais à própria sorte, causando transtornos à coletividade.
Moradores cobram não apenas a apreensão, mas também a aplicação de multas e outras penalidades que possam coibir a reincidência.
Até quando?
Diante da repetição dos casos, fica o questionamento: até quando essa situação vai continuar sem uma solução definitiva?
A população espera que o poder público intensifique a fiscalização e adote medidas mais eficazes para frear esse tipo de prática, garantindo segurança, organização urbana e proteção à saúde coletiva.
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