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Prefeita Rorró veta projeto sobre transporte universitário em Floresta, PE

Agora, o veto será analisado pela Câmara de Vereadores, que poderá manter ou derrubar a decisão do Executivo.

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
09/04/2026 às 14h12 Atualizada em 09/04/2026 às 14h15
Prefeita Rorró veta projeto sobre transporte universitário em Floresta, PE

A prefeita de Floresta, no Sertão de Pernambuco, Rosângela de Moura Maniçoba Novaes Ferraz, a Rorró, vetou integralmente o projeto de lei que previa a oferta de transporte universitário gratuito para estudantes do município que estudam em cidades vizinhas.

A decisão foi oficializada no documento de Veto Integral ao Autógrafo nº 16 de 2026, assinado no dia 7 de abril de 2026 .

📌 O que previa o projeto

O projeto, de autoria do vereador Pedro Gomes Vilarim Júnior, determinava que a Prefeitura garantisse transporte gratuito para universitários de Floresta que estudam em municípios como Belém do São Francisco e Serra Talhada.

A proposta também previa que o serviço fosse executado com base nas dotações orçamentárias já existentes, sem necessidade de criação de novas despesas.

⚖️ Motivos do veto

No documento, a prefeita justificou o veto apontando inconstitucionalidade da proposta. Entre os principais argumentos apresentados estão:

  • Competência do Estado: Segundo o texto, o transporte intermunicipal é atribuição do Governo do Estado, e não do município, o que impediria a Prefeitura de assumir esse tipo de serviço.
  • Vício de iniciativa: A gestão argumenta que o projeto, por ter sido proposto pelo Legislativo, invade atribuições exclusivas do Poder Executivo.
  • Impacto financeiro: O veto também destaca que a proposta cria despesa obrigatória sem apresentar estudo de impacto financeiro ou previsão orçamentária adequada.
  • Violação à Lei de Responsabilidade Fiscal: O documento aponta ausência de estimativa de custos e de compatibilidade com o planejamento orçamentário .

Trechos do veto ressaltam ainda que a criação de despesas contínuas sem planejamento compromete o equilíbrio das contas públicas e fere normas legais.

📉 Entendimento jurídico

A Prefeitura cita decisões de tribunais, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), que consideram inconstitucionais leis de iniciativa parlamentar que criam obrigações administrativas ou despesas para o Executivo.

Além disso, o documento reforça que o município tem atuação prioritária no ensino fundamental, enquanto o ensino superior está fora de sua responsabilidade direta.

📢 Decisão final

Diante dos argumentos jurídicos, financeiros e constitucionais, a prefeita decidiu pelo veto integral do projeto.

Agora, o veto será analisado pela Câmara de Vereadores, que poderá manter ou derrubar a decisão do Executivo.

Via Blog do Elvis

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