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Governo de Pernambuco: Terceirizados denunciam salários atrasados em Carnaubeira

Ao Blog do Elvis, funcionários que prestam serviços ao Estado na cidade de Carnaubeira da Penha também confirmaram atrasos e insatisfações.

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
18/12/2025 às 13h06 Atualizada em 18/12/2025 às 14h03
Governo de Pernambuco: Terceirizados denunciam salários atrasados em Carnaubeira

O atraso no pagamento de salários de merendeiras e porteiros que atuam em escolas da rede estadual de Pernambuco segue gerando revolta e insegurança entre trabalhadoras de diversos municípios. Após a denúncia inicial registrada em Arcoverde, profissionais de cidades como Solidão, Afogados da Ingazeira e Carnaíba também relataram à reportagem da Itapuama FM que continuam trabalhando sem receber os vencimentos. Ao Blog do Elvis, funcionários da empresa que atuam na cidade de Carnaubeira da Penha também confirmaram atrasos e insatisfações.

As merendeiras afirmam que, além dos salários atrasados, enfrentam situações de desrespeito, como demissões comunicadas por mensagens de celular e a ausência de respostas claras por parte do poder público local.

Responsável pela contratação das profissionais, a empresa Unika Terceirização e Serviços LTDA divulgou documento oficial no qual atribui a crise financeira à falta de repasses do Governo Raquel Lyra (PSD). No ofício, a empresa afirma que enfrenta “escassez de pagamentos”, o que tem causado “graves prejuízos financeiros e operacionais”.

Segundo a Unika, a inadimplência compromete o capital de giro da empresa e gera desequilíbrio contratual, violando princípios básicos do Direito Administrativo. A empresa também afirma estar buscando, de forma administrativa, a liberação dos valores devidos para que os pagamentos às trabalhadoras sejam regularizados.

A Secretaria de Educação de Pernambuco informou, por meio de nota, que os pagamentos às empresas contratadas estão rigorosamente em dia. A pasta destacou ainda que irá instaurar processo administrativo para apurar a situação e adotar as medidas cabíveis, inclusive com aplicação de penalidades contratuais, se necessário.

Enquanto o impasse se arrasta, merendeiras seguem sem salário, acumulando dívidas e relatando dificuldades para manter o sustento de suas famílias.

Via Folha das Cidades

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