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Quem vai tapar os buracos abertos pela Compesa em Floresta, PE?

Convênio entre Compesa e Prefeitura não é renovado desde 2022; privatização da companhia pode adiar ainda mais a solução enquanto população segue prejudicada

Redação
Por: Redação Fonte: Blog do Elvis
27/11/2025 às 12h48 Atualizada em 27/11/2025 às 14h10
Quem vai tapar os buracos abertos pela Compesa em Floresta, PE?

Floresta, no Sertão de Pernambuco, enfrenta um dos maiores gargalos na sua infraestrutura urbana: buracos que se multiplicam pelas ruas e que ninguém assume a responsabilidade de tapar. A maioria dessas valas foi aberta após serviços da Compesa — consertos de canos estourados, manutenções emergenciais ou substituição de tubulações — mas o fechamento adequado do calçamento simplesmente não acontece.

Segundo levantamento feito pelo Blog do Elvis e pelo aplicativo Trombone Cidadão, a Compesa não renova o convênio com a Prefeitura de Floresta desde agosto de 2022. Esse convênio é o que garantia o repasse financeiro para que a gestão municipal realizasse a reposição do calçamento após obras da companhia. Sem ele, a cidade está há três anos sem receber nenhum recurso destinado a esse serviço.

Mais de 150 buracos identificados — e contando

A plataforma Trombone Cidadão já mapeou mais de 150 buracos espalhados pelos bairros da cidade, em sua maioria abertos após intervenções da Compesa.
As marcas estão por toda parte: valas antigas, trechos de calçamento afundados, calçadas destruídas, buracos que se ampliam com as chuvas e o trânsito. Em alguns pontos, moradores relatam que convivem com o problema há meses e, em certos casos, há mais de ano.

Privatização da Compesa pode empurrar solução ainda mais para frente

A reportagem apurou que a Compesa está em processo de privatização, e tudo indica que essa bronca só será resolvida quando a nova empresa vencedora da licitação assumir o controle do serviço.
Até lá, a cidade corre o risco de continuar no limbo: sem convênio, sem repasse, sem responsabilidade clara — e sem solução.

No meio dessa disputa, quem paga o preço é o cidadão comum, que continua recebendo a conta de água todos os meses e precisando quitá-la em dia. As contribuições referentes aos serviços continuam sendo cobradas normalmente, mesmo sem a contrapartida da recomposição das ruas após as obras.

População paga a conta, mas não vê o serviço completo

O maior questionamento dos moradores é justamente esse:
se as tarifas não param, por que as obrigações da empresa param?

A falta de reposição do calçamento aumenta o risco de acidentes, causa prejuízos a motoristas, atrapalha o tráfego e compromete a mobilidade urbana. Em alguns bairros, moradores relatam terem pago do próprio bolso para fechar buracos em frente às suas casas, por não aguentarem mais esperar.

Prefeitura também é cobrada

Embora a falta de convênio e repasses da Compesa seja o principal problema, a situação das ruas de Floresta também expõe fragilidades da própria gestão municipal.
Moradores cobram que, mesmo sem o repasse da Compesa, a prefeitura poderia adotar medidas emergenciais para reduzir o impacto, já que a situação atual gera prejuízos diretos para a comunidade.

Ou seja: a ausência de recursos não justifica deixar a cidade na situação em que se encontra.

Trombone Cidadão segue monitorando e cobrando transparência

A plataforma Trombone Cidadão continua atualizando diariamente o mapa dos buracos da cidade, registrando denúncias, realizando vistorias e pressionando por respostas.
O objetivo é garantir que o problema não caia no esquecimento e que haja responsabilidade e transparência durante e após a privatização da Compesa.

📲 Moradores podem denunciar novos buracos ou acompanhar as atualizações pelo aplicativo Trombone Cidadão ou pelo WhatsApp: (87) 99948-8360.

Enquanto isso, a pergunta segue sem resposta — e Floresta segue esburacada:

Afinal, quem vai tapar o nosso buraco?

Assista o vídeo:

 
 
 
 
 
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