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Polícia Federal realiza Operação 'Cosa Nostra' em cidades do Agreste de PE

Polícia Federal realiza Operação 'Cosa Nostra' em cidades do Agreste de PE

Redação
Por: Redação
15/02/2017 às 10h59 Atualizada em 15/02/2017 às 13h59
Polícia Federal realiza Operação 'Cosa Nostra' em cidades do Agreste de PE
Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) a Operação “Cosa Nostra”, que tem por objetivo desarticular uma organização criminosa que se instalou em diversas prefeituras dos municípios do Agreste de Pernambuco. Desde às 6h, 70 policiais federais e dez membros da Controladoria Geral da União (CGU) estão cumprindo a 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Agrestina (3), Caruaru (6), Garanhuns (7) e São João (1). Os mandados buscam arrecadar e apreender documentos, planilhas e mídias de computador para subsidiar as investigações que estão em andamento. Além da PF, participam da ação o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União-CGU, e Tribunal de Contas do Estado. As investigações da Polícia Federal iniciaram em junho de 2016 e foram baseadas em relatórios da CGU, sendo motivadas por denúncias de um vereador de um dos municípios investigados. Foram constatadas, segundo a PF, diversas irregularidades envolvendo a contratação de empresas, valendo-se de favorecimento a determinado cartel compostas de sócios-laranjas, que de forma reiterada vinha se sagrando vencedoras em licitações para execução de obra públicas com verbas federais especialmente na área da saúde e da educação e infraestrutura. De acordo com a PF, a organização criminosa contava com a participação de agentes públicos municipais para fraudar processos licitatórios com direcionamento de seus resultados. Os valores de recursos públicos destinados às empresas investigadas de modo a beneficiar políticos, parentes e empresários gira em torno de R$ 100 milhões em empenhos suspeitos envolvendo 10 prefeituras. Serão indiciadas oito pessoas suspeitas entre políticos, representantes de empresas e servidores públicos, os quais serão responsabilizados na medida de sua participação nos crimes de frustração de caráter competitivo de licitação, fraude na contratação, corrupção ativa e passiva, crime de responsabilidade, cujas penas somadas ultrapassam os 30 anos reclusão. Via G1 Caruaru
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