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Assessor de Raquel Lyra acusado de integrar 'milícia digital' pelo presidente da Alepe pede exoneração

Manoel Pires Medeiros Neto foi apontado como membro de 'gabinete do ódio' após fazer denúncia anônima contra deputada estadual Dani Portela (PSOL).

Redação
Por: Redação Fonte: G1
22/08/2025 às 06h57
Assessor de Raquel Lyra acusado de integrar 'milícia digital' pelo presidente da Alepe pede exoneração

O jornalista Manoel Pires Medeiros Neto, assessor especial da governadora Raquel Lyra (PSDB), informou nesta quinta-feira (21) que pediu exoneração do cargo após ser acusado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), de integrar uma "milícia digital" para atacar adversários do governo do estado.

 

O anúncio foi feito por meio de uma carta divulgada pelo próprio servidor. Na mensagem, ele se dirige à governadora e disse ter sido vítima de "um baixíssimo golpe de violência patrocinado pelo presidente do Legislativo estadual".

As acusações foram feitas durante um pronunciamento de Álvaro Porto no plenário da Alepe, na quarta (20). No discurso, o deputado disse que Manoel fez uma denúncia anônima contra a deputada estadual Dani Portela (PSOL) por, supostamente, ter contratado uma empresa fantasma de um parente para prestar serviços de automatização de dados ao seu gabinete.

Dani Portela foi a autora do requerimento de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Publicidade, que investiga supostas irregularidades em contratos do governo com agências de comunicação. Segundo a deputada, a denúncia é falsa.

Na carta endereçada à governadora, o jornalista disse que agiu "livremente, como um cidadão deve viver numa democracia" e afirmou ter sido alvo de uma "ação sem precedentes e comparável a momentos de subjugação da liberdade já vividos".

"Uma violência praticada aos olhos de todos e declaradamente realizada com aparato público: a Superintendência de Inteligência do Legislativo, que ilegalmente devassou a minha vida e expôs minha imagem na internet e nas TVs ('imagem cedida pela Alepe')", declarou Medeiros.

O assessor disse, ainda, que vai processar os responsáveis pela investigação, "oficializada com o carimbo da Casa de Joaquim Nabuco", e informou que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

"Como visto e amplamente noticiado, estou sendo vítima de um baixíssimo golpe de violência política patrocinado pelo presidente do Poder Legislativo estadual simplesmente porque agi como cidadão, pela minha própria e exclusiva vontade, conectado a uma militância responsável contra a corrupção que acompanha a minha trajetória desde cedo e é conhecida por muitos", afirmou.

 

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