
Um antigo sonho da população da Floresta do Navio segue engavetado pelas autoridades públicas, mas continua mais atual do que nunca: a construção de uma ponte sobre o Rio Pajeú, ligando o bairro da Ermida (ou Alto da Ermida) ao Centro da cidade, passando pela Bomba. O que hoje é apenas uma passagem molhada, intransitável nos períodos de cheia, poderia se tornar um verdadeiro motor de desenvolvimento urbano, social e econômico para toda a região.
Essa é uma cobrança antiga do jornalista Elvis Lima, que há anos vem alertando para a importância dessa obra. O problema já é bem conhecido por quem mora na Ermida e na Bomba: no inverno, o acesso à cidade se torna precário, perigoso e, muitas vezes, impossível.
A construção de uma ponte segura e iluminada nesse ponto estratégico não só evitaria o isolamento dos moradores durante as chuvas, como também encurtaria o trajeto diário de centenas de pessoas que trabalham, estudam ou têm compromissos no centro da cidade. Atualmente, os deslocamentos exigem grandes voltas, consumindo tempo, energia e recursos — especialmente para quem anda a pé, depende de transporte ou de bicicleta.
Uma ponte para a integração e o desenvolvimento
A obra significaria mais do que uma simples estrutura de concreto: representaria dignidade, segurança e progresso. Com uma ponte ligando diretamente a Ermida à cidade, abrir-se-ia um novo corredor urbano, fomentando:
• o comércio local, já que o fluxo de pessoas e mercadorias seria facilitado;
• a valorização imobiliária do bairro da Ermida;
• o acesso de serviços públicos como ambulâncias, ônibus escolares e patrulhamento policial;
• a circulação de pedestres, sobretudo se o projeto incluir calçadas e iluminação pública, o que aumentaria a segurança, inclusive à noite.
Além disso, a integração entre os bairros da Ermida e da Bomba, com o centro da cidade, tornaria Floresta mais compacta, coesa e funcional. O que hoje é um gargalo poderia se tornar uma via de desenvolvimento urbano com forte impacto positivo.
Falta apenas vontade política
Técnica e financeiramente, a construção da ponte é viável. O que falta, segundo moradores e lideranças locais, é vontade política. É necessário que os representantes do povo — vereadores, prefeita, deputados estaduais e federais com atuação no Sertão — se unam para tirar esse projeto do papel. A população da Ermida não pode mais ser tratada com descaso.
Fica aqui, mais uma vez, o apelo do Blog do Elvis às autoridades públicas, à elite florestana, aos representantes políticos que se dizem comprometidos com o povo: ergam essa ponte. A cidade precisa. O povo clama. E a história vai cobrar.
Compartilhe esta reportagem, comente, cobre. Uma cidade que quer crescer precisa conectar seu povo — inclusive entre os bairros esquecidos.
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