
O governo dos Estados Unidos elevou a pressão sobre o Brasil na noite desta terça-feira (15), ao anunciar a abertura de uma investigação formal sobre as práticas comerciais do país. A medida, ordenada pelo presidente Donald Trump, pode ser o passo que antecede a aplicação de novas e duras sanções econômicas.
A investigação será conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sob a "Seção 301", uma lei americana usada para responder a práticas estrangeiras consideradas "injustas" ou "discriminatórias".
O objetivo, segundo o comunicado oficial, é determinar se as políticas brasileiras "oneram ou restringem o comércio dos EUA".
A apuração focará em seis áreas principais:
Comércio digital e a forma como o Brasil lida com as redes sociais americanas.
Supostas tarifas preferenciais injustas concedidas a outros parceiros comerciais.
Aplicação de leis anticorrupção.
Proteção da propriedade intelectual.
Barreiras à importação do etanol americano.
Alegada falha no combate ao desmatamento ilegal, o que, segundo os EUA, prejudica seus produtores.
Em nota, o representante comercial americano, Jamieson Greer, citou diretamente os "ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social" como uma das motivações para o inquérito, ligando a investigação comercial às recentes decisões do Judiciário brasileiro sobre o tema.