Hoje fui a um banco no município de Floresta, no Sertão pernambucano, e me deparei com uma situação interessante. Cheguei às 11h43, peguei a senha de número 27 e fui aguardar o atendimento. Surpresa: Só haviam sete pessoas na minha frente. O tempo foi passando e eu comecei a observar que algumas pessoas não pegavam a senha, mas mesmo assim eram atendidas. Uma mulher falou para o atendente: "Você pode me ajudar, por favor? É que eu tenho que ir trabalhar". Prontamente, o rapaz resolveu o problema da moça, que foi embora em pouquíssimos minutos. Apesar da Lei estadual nº 12.264/2002 dizer que o tempo máximo para ser atendido é de apenas 30 minutos, eu já estava na fila há uma hora. Não me acho melhor do que ninguém para furar fila. Por isso, aguardei até às últimas consequências. De repente, sentou-se ao meu lado uma idosa. Ela aparentava ter uns 80 anos e também fez como eu. Pegou a senha e aguardou pacientemente (#mentira) a sua vez no banco almofadado da agência bancária. Tive pena dessa senhora, mas não quis interferir. Queria saber o que ia acontecer. Como imaginava, nem a velhinha teve prioridade. Pelo menos duas pessoas foram atendidas antes dela e o pior: furando a fila. Não estou aqui querendo ser melhor do que ninguém, mas isso não se faz. Todo mundo tem as suas ocupações e prioridades. Só porque você tem um pouco de status, dinheiro e poder não pode se achar dono do mundo. Quando finalmente fui atendido me pediram o bendito CPF. Como não estava com esse documento tive que voltar para casa sem abrir minha conta na agência. Tanto sofrimento para nada... Ou não, né? Hoje começo aqui a minha série de artigos sobre as agências bancárias de Floresta, no Sertão de Pernambuco. Gostaria que você colaborasse deixando o seu comentário no final da página.