
“Minha família está muito unida, dando força para mainha, para meu pai que também está muito fragilizado. Cada um dando um pouco de força, minha família vai seguir em frente”, diz o irmão de Giovanny, Giorgenes Diniz.
A mãe e a filha mais velha de Giovanny presenciaram o assassinato do personal. “Minha mãe está muito fragilizada, porque ela viu tudo o que aconteceu e no final ela ainda viu o rapaz dando vários tiros no meu irmão, e a filha mais velha dele que viu tudo lá de cima da sacada do prédio”.
O suspeito de cometer o crime é o policial militar Murilo Ribeiro Araújo, de 35 anos. Ele foi preso no dia seguinte ao crime e segue preso preventivamente no Presídio em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.
Segundo Giorgenes, o suspeito e Giovanny se conheciam. A vítima era personal trainer da então namorada do PM. Antes, a mulher era atendida por Aila. "Então, foi através da academia, que meu irmão era personal da menina, já vinha há 3, 4 anos e ela era aluna da Aila Pimenta. E a Aila passou para meu irmão, de tanto confiar no trabalho do meu irmão, passou para meu irmão”, conta.
“E de lá para cá, vinha tudo acontecendo normal. Aí depois do acidente do meu irmão, foi quando ela se solidarizou com meu irmão, chamou meu irmão para sair algumas vezes, tudo de casal, porque ela estava com o acusado e meu irmão já estava com outra moça”, completa Giorgenes.
O irmão de Giovanny diz que os dois casais chegaram a viajar juntos para Morro de São Paulo, na Bahia, e foi após a viagem que o personal passou a ser ameaçado.
“ Quando voltou dessa viagem de Morro de São Paulo, foi quando começou as ameaças. Foi quando começou e namorada terminou com o acusado. E pronto, aí só veio
aumentando as ameaças, aumentando”.
Giorgenes diz que a família chegou a procurar o suspeito para tentar apaziguar o caso, mas sem sucesso. “Conversamos com ele, ele tirou por menos, não queria conversar, não queria nada, procuramos outros meios de chegar nele com amizades e falar com ele, mas, mesmo assim, ele não aceitou.”
Apesar do histórico, Giorgenes diz que a família foi pega de surpresa com a morte de Giovanny. “Já tinha se acalmado um pouco, a gente pensou que tinha se acalmado, e a gente ficou mais calmo. Mas aí aconteceu o que aconteceu”.
O que diz a defesa do PM
O advogado Marcílio Rubens é o responsável pela defesa do policial militar Murilo Araújo, preso preventivamente pela morte de Giovanny. Segundo o advogado, não há provas suficientes que justifiquem a prisão do cliente.
“Até esse momento, nós temos elementos indiciários extremamente frágeis e que, a nosso sentir, não justificariam uma medida extrema como é a prisão. Outras medidas cautelares, fosse essa a necessidade, seriam suficientes para garantir a instrução criminal, a aplicação da lei penal e a ordem pública, conforme se é disposto no nosso código de processo penal. No entanto, como houve o decreto prisional, o nosso objetivo é acelerar a apuração do feito e buscar que a audiência de instrução ocorra o mais breve possível, a fim de que nós possamos apresentar os elementos de prova necessários a comprovar a não responsabilização do nosso cliente”.
Ao questionar a prisão preventiva, o advogado de defesa repete que a decisão foi tomada com “fundamentos frágeis”. Segundo Marcílio Rubens, o objetivo inicial é fazer com que o cliente saia da cidade de Abreu e Lima e volte para Petrolina.
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