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Sob protestos da categoria, deputados aprovam reajuste do piso dos professores proposto pelo governo de Pernambuco

Sob protestos da categoria, deputados aprovam reajuste do piso dos professores proposto pelo governo de Pernambuco

Redação
Por: Redação
28/06/2023 às 10h07 Atualizada em 28/06/2023 às 13h07
Sob protestos da categoria, deputados aprovam reajuste do piso dos professores proposto pelo governo de Pernambuco
Foto: Reprodução

Projeto chegou a ser barrado em comissões, mas Plenário aprovou recurso. Sindicato diz que proposta beneficia apenas 6 mil profissionais e deixa 52 mil servidores de fora.

Sob protestos dos profissionais de educação, os deputados estaduais aprovaram, nesta terça-feira (27), o Projeto de Lei 712/2023, do governo de Pernambuco, que institui o novo piso dos professores. A proposta teve 30votos favoráveis e 15contrários nas duas votações, que foram realizadas na sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Centro do Recife. Eram necessários 25 votos para que a matéria fosse aprovada.

O projeto enviado pela governadora Raquel Lyra (PSDB) atualiza o piso do magistério para professores efetivos e temporários. Com a aprovação do texto, o piso da categoria ficou fixado em R$ 4.420,55, para uma jornada de 200 horas/aula mensais.

Entretanto, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), o projeto atende a cerca de 6 mil profissionais, deixando sem reajuste mais de 52 mil servidores da Secretaria de Educação, entre eles os aposentados.

O sindicato disse que vai realizar uma assembleia em 5 de julho para analisar a possibilidade de decretação de greve da categoria.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação de Pernambuco informou que parte dos professores já recebe o piso salarial e que segue dialogando com a categoria.

Ainda de acordo com a secretaria, a proposta do governo contempla os 6 mil profissionais efetivos mais 20 mil contratados, "garantindo que 100% dos profissionais passem a receber o piso".

O PL 712/2023 foi enviado pelo governo em maio deste ano e chegou a ser rejeitado nas comissões de Finanças e de Educação e Cultura. Entretanto, o Plenário da Casa aprovou um recurso para derrubar os pareceres, apresentado pelo líder do governo, deputado Izaías Régis (PSDB).

De acordo com o Regimento Interno da Alepe, quando duas comissões rejeitam um projeto, essa decisão tem caráter terminativo, e a matéria é arquivada. Esse arquivamento, no entanto, pode ser evitado por um recurso assinado por pelo menos 10 deputados e votado no Plenário.

Via g1 Pernambuco.

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