
Presidente comunicou o criador do evento, Apóstolo Estevam Hernandes, que não poderá estar presente; Benedita da Silva e Jorge Messias devem representá-lo
Após ser convidado para participar da Marcha para Jesus, o presidente Lula (PT) enviou uma carta ao idealizador do evento, o apóstolo Estevam Hernandes, em que agradece o "honroso convite", mas afirma que não irá participar da manifestação.
De acordo com o chefe do Executivo, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) e o advogado-geral da União Jorge Messias irão representá-lo. O evento ocorre nesta quinta-feira (8), durante o feriado de Corpus Christi, em São Paulo.
Ao longo do documento, Lula reforça sua admiração pela marcha: "Sempre admirei e respeitei a Marcha para Jesus, que considero uma das mais extraordinárias expressões da fé de nosso povo".
O presidente relembra que, em 2009, ele foi o autor da lei que criou o Dia Nacional da Marcha para Jesus e afirma que esse é um dos seus "orgulhos".
"Quero reafirmar minha admiração à Marcha e meu compromisso de garantir, para sempre, o pleno direito de cada pessoa desse país seguir professando sua fé. E desejar, do fundo do meu coração, que esse seja um momento abençoado para todos os brasileiros".
Apesar da recursa, o apóstolo Estevam Hernandes recebeu o documento como um "bom gesto" do presidente pelo reconhecimento da importância do evento.
Mesmo tendo criado o dia da Marcha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o primeiro mandatário a participar do evento. No ano passado inclusive, o então candidato à reeleição usou o evento como palanque. Na ocasião, Bolsonaro criticou o risco de “socialismo” e tratou da situação econômica do país.
"Somos conta o aborto, a ideologia de gênero e a liberação de drogas. E somos defensores da família brasileira", afirmou, em cima do segundo trio elétrico de um cortejo de dez caminhões no evento.
Em 2019, primeiro ano de seu mandato, o ex-presidente disse que tentaria a reeleição caso não aprovasse uma reforma política. O apóstolo Estevam Hernandes afirmou ser "hiper favorável".
— Ainda temos muitas coisas para acontecerem. Mas o nosso desejo é que o Brasil dê certo, que o governo dele (Bolsonaro) dê certo. Como ele falou, se as reformas acontecessem, seria muito importante uma reeleição. Eu seria hiper favorável se isso acontecesse — disse o apóstolo da Resnacer em Cristo, que conta com cerca de 500 igrejas espalhadas por Brasil, Europa e Estados Unidos.
Via Folha de Pernambuco.