
A marca de cerveja Budweiser tem sido alvo de boicote nos Estados Unidos, desde o início de abril, após ter contratado a influenciadora transgênero Dylan Mulvaney para participar de uma ação publicitária. Depois da publicação de um vídeo em que Mulvaney mostra a bebida, grupos conservadores norte-americanos iniciaram uma série de ações que resultaram na queda de 17% nas vendas da empresa na última semana e uma perda de valor de mercado de aproximadamente R$ 30 bilhões.
O caso envolve a Bud Light, uma variação da bebida mais leve e com menos calorias. O vídeo foi publicado pela influenciadora, que tem 1,8 milhões de seguidores no Instagram e 10,8 milhões no TikTok, em 1º de abril e Mulvaney aparece mostrando seis latas da cerveja que foram enviadas para ela com um desenho de seu rosto estampado na embalagem, como forma de comemorar o marco de um ano desde que se declarou trans publicamente.
As reações começaram logo que o conteúdo foi publicado nas redes sociais da influenciadora. Grupos estadunidenses conservadores passaram a acusar a Budweiser de apoiar causas transgênero e de “expor crianças à sexualidade” — mesmo que nos Estados Unidos a venda de cervejas seja proibida para menores de 21 anos.
Celebridades e políticos entraram na onda de sabotagem à empresa, incluindo o músico Kid Rock, que fez sucesso no país entre os anos 1990 e 2000. Ele compartilhou um vídeo em seu Instagram em que aparece com um fuzil automático e atira diversas vezes contra caixas de Bud Light.
Via Diário de Pernambuco.