
De acordo com um novo estudo publicado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta quinta-feira (6), o preço da cesta básica diminuiu em 12 das 17 capitais pesquisadas entre agosto e setembro deste ano. O menor preço médio pelo conjunto de insumos foi registrado em Aracaju (R$ 518,68), uma queda de 3,87% em relação ao mês anterior.
Os aumentos foram registrados em Belo Horizonte (1,88%), Campo Grande (1,83%), Natal (0,14%), São Paulo (0,13%) e Florianópolis (0,05%)
Além da capital sergipana, outras cidades do Norte e Nordeste apresentaram reduções significativas: Recife (-3,03%), Salvador (-2,88%) e Belém (-1,95%). Por outro lado, São Paulo registrou o maior custo (R$ 750,74), seguida por Florianópolis (R$ 746,55), Porto Alegre (R$ 743,94) e Rio de Janeiro (R$ 714,14).
A comparação dos valores da cesta, entre setembro de 2022 e setembro de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 8,41%, em Vitória, e 18,51%, em Recife. Neste ano, o custo da cesta básica apresentou elevação em todas as cidades pesquisadas pelo DIEESE, com destaque para as variações de Belém (11,78%), Campo Grande (10,87%), Brasília (10,56%), Goiânia (10,29%) e João Pessoa (10,08%).
Mesmo com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, que aumentou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 até dezembro deste ano, o valor do benefício seria suficiente para adquirir a cesta básica em apenas 5 cidades pesquisadas pelo Dieese.
Somente em Natal (R$ 581,53), Recife (R$ 580,01), João Pessoa (R$ 562,32), Salvador (R$ 560,31) e Aracaju (R$ 518,68), os beneficiários precisariam apenas do valor do repasse para obter uma cesta básica. Nas demais 12 cidades, seria necessário que o valor do benefício fosse complementado.
De acordo com o Dieese, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 118 horas e 14 minutos em setembro. Em agosto foram necessárias 119 horas e 08 minutos para obter os itens. Em setembro de 2021, a jornada necessária era de 115 horas e 02 minutos.
Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5%, referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em setembro de 2022, 58,10% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos, pouco menos do que em agosto, quando precisou usar 58,54%. Em setembro de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 56,53%.
Via Yahoo.