Uma cena inusitada tomou conta do Cemitério Público de Serra Talhada, no final da tarde desse domingo (25), durante o sepultamento de uma mulher de 40 anos, vítima da Covid-19. Ela faleceu no Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam), mas os familiares, durante o sepultamento, insistiram que os trabalhadores da empresa encarregada pelo enterro, abrissem o caixão, contrariando as normas da Agência Pernambucana de Vigilância Epidemiológica
Os familiares pedem que o caixão seja aberto, afirmando que se responsabilizam pelo ato.
Segundo as normas técnicas da Agência de Vigilância de Pernambuco, não devem haver velórios e nem aglomerações nos sepultamentos, devendo se limitar a no máximo 10 pessoas, com uma distância de 2 metros de cada uma delas. Também há orientação para o caixão não ser aberto, e estar envolto em sacos impermeáveis e lençóis. No sepultamento não pode haver qualquer contato físico.
VIGILÂNCIA SANITÁRIA SE MANIFESTA
Após ser contactada pela reportagem, para comentar o assunto, a Vigilância Sanitária Municipal emitiu uma nota, assinada pelo coordenador, José Élisson. Leia na íntegra:
Nota Técnica
“É triste ver situações como esta, infelizmente em um exaustivo momento de dor, por conta da perda de um ente querido, a família precipitou-se e abriu o caixão, tendo em vista que o mesmo já é lacrado por que as vítimas do novo coronavírus podem abrigar o vírus dentro do seu organismo, mesmo após a morte.
Os caixões são fechados, principalmente, para oferecer segurança aos funcionários e familiares, minimizando e evitando riscos à saúde. Com isso, juntamente com o nosso jurídico, estamos tomando as medidas cabíveis para que isso não aconteça mais, vamos também fazer o monitoramento da família e realizar buscas nos demais envolvidos nesse caso”.
Via Farol de Notícias