Sete jovens do município de Floresta, no Sertão de Pernambuco, participam a partir desta quarta-feira (22) do Campeonato Mundial de Jiu-jitsu em São Paulo. O evento reunirá competidores de todo país até o dia 26 de julho e é organizado pela Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Esportivo (CBJJE).
Atualmente, Henrique dá aula de jiu-jitsu para crianças, adolescentes e jovens. Foto: Blog do Elvis/NE10 O professor Henrique Novaes atua na área há quase 20 anos e está coordenando o grupo de sertanejos para participar do campeonato.
"Eu considero essa galera como meus filhos. Todos os dias estamos juntos nos treinos. É como se eles fizessem parte da minha família. Eu não formo pessoas para brigar. Eu crio atletas de competição e homens para a vida", comentou Henrique sobre a convivência com os jovens.
Irmãos "Cordeiro" pretendem unir o curso de direito ao jiu-jitsu após o ensino médio. Foto: Elvis de Lima/NE10 Os irmãos Luís Gustavo e Luís Eduardo, de 18 e 16 anos respectivamente, são alguns dos primeiros alunos da turma.
"O esporte é uma das coisas que mais nos une. É através dele também que fizemos grandes amizades. Todos os anos o trabalho é crescente. Estamos competindo com atletas do mundo todo. Isso é muito gratificante", define Luís Gustavo que pretende estudar direito após concluir o ensino médio. No Jiu-jitsu também há espaço para as mulheres. A jovem Giovanna Diniz, de 24 anos não vê diferenças entre homens e mulheres neste esporte.
"Eu pratico há cerca de um ano. Sempre tive curiosidade", comenta Giovanna que mora em Petrolina, mas que irá para São Paulo junto com o grupo de florestanos.
Cerca de 50 pessoas praticam jiu-jitsu diariamente na quadra do Colégio Diocesano, em Floresta. Foto: Elvis de Lima/NE10 O estudante Henrique Nunes, 17 anos, ganhou sua primeira medalha de ouro durante um campeonato na Bahia.
"Foi a primeira vez que ganhei o ouro num campeonato mundial de jiu-jitsu. Pra mim é uma realização sem tamanho. Ano passado fiquei em 3º lugar, mas graças ao incentivo da minha família e equipe consegui o prêmio máximo", disse Henrique.
Renan apaixonou-se pelo jiu-jitsu após uma "forcinha" da mãe. Foto: Blog do Elvis/NE10 Já Renan Leal, hoje com 18 anos, não gostou muito da ideia de praticar jiu-jitsu quando adolescente.
"Quem me incentivou a praticar o esporte foi a minha mãe. Na época, ela me obrigava a vir para os treinos. Com o tempo, me apaixonei e não parei mais de vir", falou Renan que já pratica jiu-jitsu há mais de três anos.