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Ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd será sentenciado em 16 de junho

Ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd será sentenciado em 16 de junho

Redação
Por: Redação
24/04/2021 às 12h04 Atualizada em 24/04/2021 às 15h04
Ex-policial condenado pelo assassinato de George Floyd será sentenciado em 16 de junho
Foto: Reprodução

O ex-policial branco Derek Chauvin, condenado nos Estados Unidos, terça-feira (20), pelo assassinato do afro-americano George Floyd, será sentenciado no dia 16 de junho, informou um documento do tribunal divulgado nesta sexta-feira (23).

Chauvin conhecerá sua sentença às 13h30 locais (15h30 de Brasília) de 16 de junho, informou o tribunal distrital de Minneapolis, onde o ex-policial foi julgado após a morte de Floyd em maio passado, um caso que gerou protestos massivos contra o racismo.

O ex-policial, de 45 anos, foi condenado por todas as três acusações contra ele: homicídio de segundo grau, homicídio de terceiro grau e homicídio culposo.

Ele pode pegar até 12,5 anos de prisão segundo as normas estaduais, embora o juiz possa prorrogar esse prazo se julgar que há circunstâncias agravantes. O crime mais grave pelo qual foi condenado acarreta pena máxima de 40 anos.

Em 25 de maio de 2020, Chauvin foi filmado ajoelhado por mais de nove minutos no pescoço de Floyd, apesar de o homem de 46 anos, algemado ao chão, implorar "Por favor, não consigo respirar."

As imagens, feitas por transeuntes testemunhas da prisão de Floyd, acusado de comprar cigarros com uma nota falsa de US$ 20, foram vistas por milhões de pessoas dentro e fora do país.

Enquanto o julgamento de Chauvin se desenrolava em Minneapolis, a cidade ficou chocada com a morte a tiro de outro afro-americano, Daunte Wright, de 20 anos, vítima de um policial branco durante um controle de trânsito.

Na quarta-feira (21), o procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, anunciou uma investigação civil para determinar se o Departamento de Polícia de Minneapolis usa consistentemente força excessiva e se envolve "em um padrão ou prática de vigilância inconstitucional ou ilegal", incluindo durante protestos legais.

Via Folha de Pernambuco

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