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Psicólogo explica comportamento de pessoas que deixam de se proteger da Covid, mesmo sabendo dos riscos

Psicólogo explica comportamento de pessoas que deixam de se proteger da Covid, mesmo sabendo dos riscos

Redação
Por: Redação
14/12/2020 às 17h13 Atualizada em 14/12/2020 às 20h13
Psicólogo explica comportamento de pessoas que deixam de se proteger da Covid, mesmo sabendo dos riscos
Festa descumpria decreto municipal que proíbe eventos com aglomeração de pessoas, em Arapongas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Arapongas
Imagens mostram balada clandestina em Cosmópolis — Foto: Reprodução/EPTV
Imagens mostram balada clandestina em Cosmópolis — Foto: Reprodução/EPTV

O estatístico e doutor em psicologia Altay de Souza afirmou em entrevista ao podcast "O Assunto", do G1, que a dificuldade em manter o autocontrole ajuda a explicar o comportamento de quem coloca a si e ao próximo em perigo participando de aglomerações e até festas clandestinas mesmo diante do avanço do contágio do novo coronavírus em boa parte do país.

Souza, que pesquisador da Unifesp e apresentador do podcast de divulgação científica Naruhodo, afirma ainda que o comportamento não aparece unicamente ente os jovens. "Aparece em todas as pessoas", disse Souza.

“Os jovens são menos aptos a pensar no futuro longínquo do que no prazer imediato”, afirma. “Para eles, é mais difícil associar ação com resultado”.

Próximo x distante

Souza explica que autocontrole é a capacidade de esperar para ter um ganho maior no futuro frente a um ganho menor imediato. "É basicamente a capacidade de você esperar", explica Souza.

O doutor em psicologia lembra que a falta de autocontrole ocorre quando a pessoa é muito mais motivada pelo ganho próximo do que por um ganho distante. No caso dos jovens ele aponta que para muitos deles a "proximidade" está nos stories dos amigos nas baladas, em contraponto com a distância dos relatos dos casos ou das notícias de pessoas que adoecem.

Ele dá um exemplo do tipo de pensamento que passa pela cabeça dos mais jovens:

"Eu não acho que por exemplo, a minha vó vai ficar doente por minha causa, porque eu tomei uma cerveja no final de semana passado porque eu tenho muita dificuldade de associar a minha ação com o resultado. Isso acontece com todas as pessoas, porém nos adolescentes isso é mais forte", exemplifica Souza.

Via G1 Bem Estar

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