
A população de Macapá começa a ficar exaltada após mais de 48 horas sem energia elétrica, devido o apagão que afetou 13 dos 16 municípios do Amapá. Nesta quinta-feira (5), um grupo de moradores foi em busca de informações na subestação onde aconteceu o incêndio que provocou o problema.
No entanto, a única notícia repassada por vigilantes do local, na Zona Norte da capital, era de uma reunião que estava sendo feita para resolução do não fornecimento de energia. O Gabinete de Crise do governo federal divulgou, ainda nesta quinta, três planos de recuperação do serviço.
A situação é complicada na casa da servidora pública Rita de Cássia. Sem internet e televisão para acompanhar o noticiário, ela veio do quilômetro 11 à procura de alguma resposta sobre o retorno do fornecimento de energia elétrica no estado.
"Sem energia, sem água, sem celular, incomunicável e morando distante. Acontece alguma coisa a gente não sabe nem o que tá acontecendo e não pode nem pedir ajuda, nem chamar a polícia. A gente ficou totalmente inseguro e vulnerável", lamentou.
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A crise afetou bastante o comerciante Rosinaldo Dias. Dono de um mini-box, ele relata a perda de vários produtos e disse que caso nada seja resolvido planeja fazer um protesto.
"Tenho um pequeno mini box e já perdi frango, já perdi pote de sorvete e estou perdendo tudo lá em casa. Sem energia a parte de alimentação descongelou tudo. E a gente tá querendo fazer uma manifestação pra obter alguma resposta", contou.
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O funcionário público Valdeci Melo não escondeu a indignação com a falha. Contou que teve em casa diversos alimentos estragados e reclamou da falta de informações sobre o ocorrido.
"O material que a gente compra com sacrifício eu estou perdendo tudo. É massa, feijão, frango estragando. Tive que jogar fora agora. E ninguém dá uma explicação. A gente fornece energia pra fora e não tem energia pra nós aqui dentro. Isso é uma sacanagem", desabafou.
Via G1 Amapá