Mais de 600 pessoas participaram neste sábado (4) do movimento Dia de Cooperar (Dia C) em Jatobá, no Sertão de Pernambuco. A pequena cidade, distante 425 km do Recife, foi uma das beneficiadas pelo projeto em todo o Brasil. A ação aconteceu em parceria com com o Sescoop-PE e ofereceu diversos serviços sociais gratuitos, como emissão de documentos e teste de glicemia. 
A Cooperativa de Trabalho em Ciências Agrárias em Meio Ambiente (Cootec) foi a entidade que organizou o evento no Centro de Atividades Econômicas (CAE), na área central do município. Ao todo, 22 instituições, como Banco do Nordeste, Prefeitura de Jatobá, Detran-PE, CrediAmigo e Governo de Pernambuco, deram a sua colaboração. O presidente da Cootec, Cícero Alisson, conta que um dos objetivos do movimento é ajudar pessoas carentes que têm dificuldades em ter acesso a serviços essenciais, como emissão de documentos e serviços de saúde. "Este é um projeto de transformação social", acrescenta Alisson.

O gestor de prevenção e articulação comunitária (GPAC), João Evangelista, é um dos responsáveis pelo Projeto Resgatando Cidadania (SDS/PE). De acordo com João, 15 funcionários trabalharam na emissão de documentos durante o "Dia C". "Esse projeto faz parte do Pacto pela Vida e têm como objetivo aproximar a comunidade dos órgãos integrados de defesa social. É o governo presente daqueles que mais precisam", comenta. A dona de casa Rosângela Maria da Silva, 39 anos, levou os dois filhos para cortar os cabelos no "Dia C". A mulher disse como estava feliz em poder economizar até R$ 30 com o serviço gratuito oferecido no local. Os meninos Vinícius, de 11 anos e Alexandro, 15, também aproveitaram para emitir a carteira de identidade.

A criançada também teve um espaço especial na manhã do dia 4 de julho. Professoras do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) deram aulas e ministraram oficinas de contação de histórias. A pedagoga Aislane Campos, foi uma das profissionais presentes no evento. "As historinhas falam sobre violação de direitos, bullying, trabalho infantil e abuso sexual. É uma forma lúdica de orientar as crianças sobre esses temas", esclarece Aislane.

A agricultora Edivânia Ferreira, 31 anos, levou a filha Caroline, 12, com objetivo de emitir a carteira de identidade. "Eu vim fazer a documentação da minha garota já pensando no futuro. Ela está no 7º ano do Ensino Fundamental e eu penso em matriculá-la num curso técnico em breve. Para isso, vamos precisar ter os documentos em dia", explica.
