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Ministério da Cidadania terá cinco dias para esclarecer ao MPF as dificuldades do pagamento do auxílio emergencial

Ministério da Cidadania terá cinco dias para esclarecer ao MPF as dificuldades do pagamento do auxílio emergencial

Redação
Por: Redação
06/05/2020 às 08h54 Atualizada em 06/05/2020 às 11h54
Ministério da Cidadania terá cinco dias para esclarecer ao MPF as dificuldades do pagamento do auxílio emergencial
(foto: Alan Santos/PR)

O Ministério da Cidadania terá que esclarecer na justiça as dificuldades registradas nos últimos dias na liberação do benefício emergencial de R$ 600. A determinação é do Ministério Público Federal (MFP), que deu um prazo decinco dias para a pasta justificar os problemas que os brasileiros têm encontrado ao buscar o recurso.

O pedido de informações foi apresentado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF nessa segunda-feira (04/05) através de um ofício enviado diretamente ao ministro da Cidadadia, Onyx Lorenzoni. O ofício alega que o pedido foi apresentado "considerando as constantes notícias quanto à dificuldade na liberação do Auxílio Emergencial".

O MPF pede, então, esclarecimentos específicos sobre a concessão do benefício emergencial. Uma das determinações é de que o Ministério da Cidadania apresente o número exato de trabalhadores que foram considerados inelegíveis para o auxílio, assim como os motivos que justificam essas negativas. Além disso, o Ministério Público pede que a pasta esclareça as regras da análise cadastral de quem pediu o benefício, bem como o tempo médio de resposta para esses trabalhadores.

O MPF ainda pergunta qual a data de referência utilizada pelo governo para saber se esses brasileiros tinham ou não um vínculo formal de emprego e qual o procedimento que deve ser adotado pelos trabalhadores que perderam o emprego depois dessa data, já que o benefício emergencial visa atender apenas aos trabalhadores informais. E, por fim, questiona se há restrições na concessão dos R$ 600 a parentes de pessoas que estão abrigadas em instituições de longa permanência, como presídios e abrigos.

O Ministério da Cidadania foi procurado, mas ainda não comentou o pedido de informações apresentado pelo MPF.

A Caixa Econômica Federal (CEF), que faz o pagamento do benefício emergencial de R$ 600 conforme o cronograma e os dados cadastrais apresentados pelo Ministério da Cidadania, informou nessa segunda-feira, por sua vez, que cerca de 26 milhões de brasileiros tiveram o pedido do benefício emergencial negado porque não se encaixavam nos critérios da lei que criou o auxílio.

O banco ainda pediu que outros 12 milhões de brasileiros refizessem o cadastro de solicitação do auxílio no aplicativo do banco, pois tiveram o primeiro cadastro considerado inconclusivo. A Caixa também informou que outras seis milhões de pessoas pediram o auxílio, mas ainda não receberam uma resposta do governo, porque ainda estão com o cadastro em análise pela Dataprev.  

Até agora, 50 milhões de pessoas já receberam os R$ 600.  Dessas, 19,2 milhões são beneficiárias do Bolsa Família, 10,5 milhões estavam inscritos no CadÚnico e 20,3 milhões solicitaram o benefício emergencial no aplicativo da Caixa. O número de cadastros identificados pelo governo nesses três bancos de dados, porém, chega a 96 milhões. Desses, 51,1 milhões foram recebidos apenas no aplicativo e no site do benefício emergencial.

Via Correio Braziliense

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