Publicidade

Vacina italiana produz anticorpos contra novo coronavírus

Vacina italiana produz anticorpos contra novo coronavírus

Redação
Por: Redação
05/05/2020 às 09h44 Atualizada em 05/05/2020 às 12h44
Vacina italiana produz anticorpos contra novo coronavírus
Grupos farmacêuticos e de pesquisas em todo o mundo se lançaram em uma corrida para desenvolver tratamentos e vacinas contra a Covid-19 - AFP/Arquivos

ROMA, 4 MAI (ANSA) – A empresa italiana ReiThera, com sede na região metropolitana de Roma, anunciou nesta segunda-feira (4) que uma vacina “Made in Italy” conseguiu produzir anticorpos contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em animais.

Os testes são feitos em paralelo aos realizados pela empresa romana de biotecnologia Takis.

“Uma única administração da vacina induz uma forte resposta de imunidade tanto no que diz respeito aos anticorpos contra o coronavírus que são capazes de prevenir a infecção, quanto no que diz respeito às células T que eliminam o vírus que já entrou no organismo”, informou a diretora de pesquisa pré-clínica da ReiThera, Stefania Capone.

De acordo com a pesquisadora italiana, os anticorpos foram medidos em grande número no sangue e nos pulmões, órgão alvo do vírus, e ficaram prontos para combater a doença.

“Esse tipo de resposta imune ‘dupla’ é uma característica peculiar de nossa vacina, que, portanto, fornece mais armas ao sistema imunológico do que outras vacinas tradicionais e é particularmente importante para combater uma infecção sorrateira como a do novo coronavírus (Sars-CoV-2), para os quais os anticorpos isolados podem não ser suficientes”, explicou Capone.

Conforme relatado pelo criador da tecnologia da vacinação, Stefano Colloca, diretor técnico da ReiThera, a “vacina também provou ser capaz de estimular a resposta imune contra a Covid-19, mesmo em doses muito baixas”, o que é uma “qualidade fundamental em vista de sua produção em escala global”.

As fábricas da empresa italiana em Castel Romano já estão produzindo os frascos do primeiro lote de vacina para testes em humanos, que devem ser realizados a partir do segundo semestre, em julho, com a colaboração do Instituto Spallanzani, em Roma.

“Será a primeira vacina totalmente italiana a fazer testes em humanos”, concluiu Colloca.

Via IstoÉ

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários