
A manhã desta quarta-feira (20) foi de longas filas em 16 postos de combustível de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O motivo foi uma promoção no preço da gasolina. Os clientes, que em dias normais pagam, em média, R$4,89 no litro, puderam comprar o produto com cerca de 44% de desconto, com o preço variando entre R$2,60 e 2,76.
O eletrotécnico Bruno Alves Pereira Filho foi o primeiro a chegar no posto que fica localizado entre a Avenida da Integração e Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio. Ele conta que chegou ao local ainda de madrugada, às 4h. O atendimento nos postos começou às 7h. “Isso é pra mostrar que o combustível pode ser mais baixo, não esse preço que está”, diz Bruno, que pagou R$ 2,75 pelo litro da gasolina.
A ação, promovida pelo Sindicombustível de Pernambuco e pelo Programa Municipal de Defesa do Consumidor (Prodecon), quis chamar a atenção dos consumidores para o valor do imposto que é pago por litro de gasolina. Cada posto disponibilizou mil litros com o preço promocional, sem imposto. Os donos de carros podiam abastecer até dez litros, enquanto os motociclistas podiam comprar até cinco litros.
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“O intuito é esclarecer a população do tamanho da carga tributária que recai sobre o combustível, sem falar que nós não estamos descontando todos os impostos, só os impostos diretos, que é o que a gente paga no ato da compra do combustível na distribuidora. Além disso, ainda tem os impostos indiretos que a gente só pode calcular depois da venda. Então, a carga tributária é bem maior do que a gente está mostrando”, explica o representante do Sindicombustível-PE, Elinaldo Galdino.
No posto da Cohab Massangano, a fila estava dando volta no quarteirão. Tanto lá como nos outros 15 estabelecimentos que participaram da ação, foi preciso distribuir senhas, devido ao número limite de abastecimento por motorista.
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Dono de um fusca, Carlos Amaro da Silva disse que chegou na fila às 3h. Ele pegou a ficha 14. Segundo o motorista, mesmo podendo colocar apenas dez litros, a espera compensa. “O meu carro nunca viu dez litros de gasolina no tanque e agora vai ver. Pra mim vale a pena, mas pra outros não vale, porque tem um pouco mais de dinheiro”, afirma o borracheiro.
No bairro Areia Branca, por volta das 9h, a fila ainda estava grande. A aposentada Sônia Gomes chegou após a distribuição das fichas e não conseguiu abastecer sem desconto. “Agora é botar gasolina normal”, brinca.
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Número 99 da fila, o autônomo José Eduardo Reis sabia que ia ter que contar com a paciência até chegar sua vez de abastecer. Ele disse que chegou no local às 6h “Tem que esperar, né? Fazer o quê?”
Via G1 Petrolina