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Menina de 9 anos achada morta em árvore; suspeito é adolescente de 12

Menina de 9 anos achada morta em árvore; suspeito é adolescente de 12

Redação
Por: Redação
01/10/2019 às 11h45 Atualizada em 01/10/2019 às 14h45
Menina de 9 anos achada morta em árvore; suspeito é adolescente de 12
Foto: Reprodução

Uma menina de nove anos foi encontrada morta e pendurada em uma árvore em um parque de São Paulo. Raíssa Eloá Caparelli desapareceu durante uma festa escolar no domingo (29). O corpo dela foi encontrado algumas horas depois por um adolescente de 12 anos, considerado pela polícia o principal suspeito de cometer o crime.

A garota estava amarrada por uma tira enrolada no pescoço, mas com os pés encostados no chão. O rosto dela estava coberto de sangue e a perícia feita no local identificou algumas lesões nos ombros da menina.

Segundo a família, Raíssa era autista e frequentava terapias especializadas havia cerca de um ano. A menina e o irmão mais novo estavam na festa em companhia da mãe. De acordo com a mulher, a filha foi deixada por alguns instantes em um brinquedo de pula-pula enquanto ela buscava pipoca para o filho.

Ao retornar, ela não encontrou mais a garota. A gestora da escola pediu auxílio para que os participantes do evento ajudassem nas buscas. O corpo foi encontrado no parque, a cerca de dois quilômetros do local do desaparecimento, por volta de duas horas depois.

Um vídeo obtido pela Polícia Civil mostra a vítima, momentos antes de ela ser encontrada morta, ao lado do adolescente que achou o corpo. Por conta dos fortes indícios de autoria, o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a internação provisória do suspeito. As imagens registraram os dois andando de mãos dadas enquanto o adolescente carrega uma mochila rosa, que parece ser de Raíssa.

Segundo a polícia, o adolescente chegou a confessar o crime, mas depois mudou a versão. Desde o domingo, ele foi até a delegacia mais de uma vez. Em um dos depoimentos, ele contou ter sido forçado por um homem de bicicleta a ajudar a matar a menina, após ter sido ameaçado com uma faca. Ele deve ser ouvido novamente nesta terça-feira (1).

Segundo informações de profissionais que atendiam a criança, Raíssa era tímida, mas após começar as terapias, havia melhorado o comportamento e se tornado mais comunicativa. A família, porém, contou que a menina não costumava confiar em desconhecidos.

Via OP9

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