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Motoristas de van bloqueiam rodovia que liga o Sertão de PE ao CE em protesto a fiscalização da ANTT

Motoristas de van bloqueiam rodovia que liga o Sertão de PE ao CE em protesto a fiscalização da ANTT

Redação
Por: Redação
05/09/2019 às 11h53 Atualizada em 05/09/2019 às 14h53
Motoristas de van bloqueiam rodovia que liga o Sertão de PE ao CE em protesto a fiscalização da ANTT
Protesto na Avenida Asa Branca que liga Exu ao Crato — Foto: Isaac Macêdo/ TV Verdes Mares

Motoristas de transporte alternativo bloquearam novamente na manhã desta quarta-feira (4) a Rodovia Asa Branca, que liga Exu, no Sertão de Pernambuco, ao Crato, no Ceará. Os manifestantes atearam fogo em pneus e impediram o trânsito na via para protestar contra a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O protesto começou na terça (3), foi suspenso às 17h, e retomado às 5h desta quarta (4).

Segundo a ANTT, os motoristas não possuem autorização para realizar o transporte remunerado interestadual de Pernambuco com destino ao Ceará. Os transportes de linha apenas podem ser feitos por ônibus credenciados ou licitados pela ANTT. As vans só podem fazer viagens de turismo.

Joseildo Saraiva é motorista de topique e está sem trabalhar com a realização do segundo dia de bloqueio. "Para gente está sendo muito difícil, a gente não queria isso, está sendo prejudicada as crianças que precisam de transporte, prejudicados vários pais de família que precisam do transporte para trabalhar. E está sendo prejudicadas as empresas também, porque está tudo sendo atingido", disse.

A fiscalização da ANTT está sendo realizada após uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e deve realizar ser rotineiramente.

Já a Polícia Militar informou que o comando do 7º BPM enviou uma equipe ao local que, na ocasião, dialogou com os topiqueiros a liberação da via, porém, eles se mostraram irredutíveis. Entretanto, após intensa negociação, eles começaram a ceder, permitindo a passagem de veículos de emergência transportando doentes, e cargas perecíveis. Apesar da interdição, não houve qualquer registro de violência ou tumulto. O comandante da unidade segue acompanhando as negociações e está em contato com o MP e o Poder Judiciário para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Via G1 Petrolina

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