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Policiais protestam contra projeto que extingue delegacia de combate à corrupção em PE

Policiais protestam contra projeto que extingue delegacia de combate à corrupção em PE

Redação
Por: Redação
31/10/2018 às 09h09 Atualizada em 31/10/2018 às 12h09
Policiais protestam contra projeto que extingue delegacia de combate à corrupção em PE
Protesto ocorreu na tarde desta terça-feira (30) - Foto: Bobby Fabisak / JC Imagem
Um grupo se reuniu em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), na tarde desta terça-feira (30), para protestar contra o projeto de lei que prevê extinção da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp). Em nota, a Polícia Civil informou que a criação do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e a extinção da Decasp não vão enfraquecer investigações. Com apenas quatro votos contrários, o plenário da Alepe aprovou, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei Ordinária nº 2066/2018, que visa alterar a estrutura organizacional da Polícia Civil da Secretaria de Defesa Social, extinguindo a Decasp e a Delegacia de Crimes contra a Propriedade Imaterial (Deprim). Para Francisco Rodrigues, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco (Adeppe), a extinção da Decasp enfraquece o combate à corrupção no Estado. “Colocar esse tema como apenas mais um atribuição de outra delegacia, com certeza vai colocar o combate à corrupção em segundo plano”, disse. Rodrigues também afirma que a decisão deveria caber à nova legislatura, com os deputados eleitos em 2018. “Com pelo menos 50% da Assembleia renovada, com mais calma, o projeto com certeza entraria em debate com mais tranquilidade”, afirmou. Para o presidente do Fórum Permanente de Combate à Corrupção, Fábio George Cruz da Nóbrega, o combate a esse tipo de crime precisa ser fortalecido. “Este projeto de lei tem muitas falhas. Nós já temos uma delegacia especializada que trabalha bem, qualquer mudança nesse tema é preciso que os órgãos públicos de controle e a sociedade participe dessa discussão”, explicou. Via Jornal do Commercio
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