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Volta dos grupos de extermínio no Sertão de Pernambuco

Treze assassinatos cometidos por um homem em uma motocicleta em Salgueiro, no Sertão pernambucano, e em cidades vizinhas, podem estar ligados a grupos de extermínio. Para tentar identificar a possibilidade da existência desse tipo de atuação, a Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Ale­pe) oficiou o Ministério Público de Pernambuco acompanhe o inquérito que apura o último assassinato, que vitimou Adolpho Vinicius Tavares Porto, de 34 anos no último dia 2.

Adolpho, assim como todas as outras vítimas, foi morto com tiros de pistola 9mm. Ele cumpria pena em regime semi-aberto no Presídio de Salgueiro (PSAL). “Ele foi assassinado na frente da mãe, quando estava voltando para o PSAL. Duas pessoas chegaram numa moto escura e atiraram nele. Um crime como esse afeta toda a família”,  contou o tio de Adolpho, Washington Gueiros.“Ele estava trabalhando num estabelecimento familiar e se recuperando de uso de drogas. Toda a noite era levado para o Presídio por alguém da família. Estávamos tendo muito cuidado para perdermos ele assim, dessa forma. Ele estava melhorando.”

A maioria dos treze mortos se envolveram em crimes, mas não todos. Em Salgueiro, as mortes estão ficando conhecidas como “crime das pulseiras’”, em alusão às tornozeleiras que os ressocializando utilizam. “É muito estranha essa coincidência. O Estado precisa intevir, onde está o Pacto Pela Vida?”, questionou o parente.

Medidas
Para o presidente da Comissão, Deputado Edilson Silva, o aviso ao Ministério Público foi fundamental. “As mortes não podem ser toleradas, se não elas viram rotina. A população precisa saber que a força policial está atenta às vítimas, porque elas estão sob tutela do Estado e ele tem que tomar conta disso”, explicou, acrescentando que “Se há a possibilidade de uma ação de extermínio estar sendo articulada, precisamos avançar no conhecimento disso.”

Fonte: Folha de Pernambuco

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