Economia

Servidores públicos do Estado ganharão folga por irem de bicicleta ao trabalho

Os servidores públicos do Estado de Pernambuco receberão um crédito para comprar bicicletas parceladas em até 72 meses. A ação faz parte do programa “Pedala PE” e foi lançada na manhã desta terça-feira (27) no Recife. Como incentivo à adesão do programa, os servidores que forem trabalhar o mês inteiro de bicicleta vão ganhar uma folga no mês seguinte.

Além das bikes, o crédito no limite de até 8% do salário do servidor poderá ser usado na compra de assessórios para o uso das bicicletas, além de equipamentos de segurança, como capacetes, por exemplo.

O secretário de Esportes, Turismo e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras (PSB), informou que o monitoramento dos servidores assíduos no uso da bicicleta será feito por cada órgão responsável e pela chefia direta. Os órgãos devem contar ainda com bicicletários para guardar a bicicleta durante o expediente.

“É indiscutível o ganho que o uso da bicicleta traz para as cidades”, disse Carreras destacando o impacto positivo do uso da bicicleta no trânsito e na vida dos servidores. O secretário espera ainda uma boa adesão por parte dos servidores, que poderão começar a comprar as bicicletas no próximo dia 16 de novembro.
Para realizar a compra, o servidor precisa se deslocar até uma loja credenciada, escolher a bicicleta, pegar o boleto de pagamento e levar até uma agência do Bradesco, que fará o pagamento e liberará a entrega do equipamento.
A ação é uma parceria entre as secretarias de Administração e Esportes, Turismo e Lazer de Pernambuco.
SEM INFRAESTRUTURA – Apesar de positiva, o incentivo do Governo ainda esbarra na falta de estrutura das cidades para o uso ideal das bicicletas como meio exclusivo de transportes. A falta de ciclovias, ciclofaixas e de bicicletários desestimulam a população de uma forma geral a abandonar os carros, ou mesmo o transporte coletivo.
O Plano Diretor Cicloviário (PDC) de Pernambuco, lançado em fevereiro de 2014 previa a construção de 590 Km de ciclovias nas principais cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR). No entanto, cerca de um ano e meio depois, nenhum quilômetro foi construído.
A expectativa na época do lançamento era de que 130 quilômetros já estivessem disponíveis para a população até o fim deste ano.
O custo total do PDC foi estimado em R$ 354 milhões e só a sua elaboração (custo com pesquisas) custou R$ 637 mil.

 

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