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Sertão de Pernambuco poderá ter arranjo produtivo bioeconômico a partir do umbu

Comunidades tradicionais do sertão baiano já potencializam os usos do umbu. Beneficiam e exportam até em forma de cerveja. Em Pernambuco deverá surgir uma floresta de umbu na Serra do Giz, em Afogados da Ingazeira, por iniciativa de um grupo nacional de cientistas (Ecolume/IPA) com apoio do prefeito José Patriota, presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Ainda esta semana, o Ecolume fará a entrega formal de 700 mudas produzidas no IPA de Ibimirim a gestores da prefeitura de Afogados da Ingazeira.

Para José Patriota, várias comunidades serão beneficiadas com a iniciativa do Ecolume. “Recebemos alegremente as mudas e apoiamos esta inciativa por fortalecer a Caatinga e valorizar o semiárido com a multiplicação do umbuzeiro, uma planta típica e referência histórica de nosso bioma“, diz.

As mais de 700 mudas de umbu serão entregues a agricultores e gestores do Sertão pernambucano nesta quinta-feira (23) e sexta-feira (24) em evento pedagógico e científico em Ibimirim. A iniciativa, que ocorrerá durante um curso de formação sobre a produção da planta e seu beneficiamento, é do Laboratório de Mudanças do Clima do Instituto Agronômico de PE (IPA), em parceria com o Departamento de Bioquímica da UFPE e por outras instituições, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A cidade foi escolhida porque o prefeito José Patriota acolheu a nossa proposta e logo sugeriu fazer nascer uma floresta de Umbu no município, na Serra do Giz, uma Área de Proteção Ambiental e de Refúgio da Vida Silvestre. E, neste local, ainda há comunidades tradicionais“, comenta a meteorologista Francis Lacerda, pesquisadora do IPA e coordenadora do Ecolume.

Bahia

No Sertão da Bahia, por exemplo, já existem experiências de arranjos produtivos bioeconômicos a partir do umbu. É o caso da Cooperativa de Agricultura Familiar de Canudos, Curaçá e Uauá (Coopercuc). O umbu é cultivado nestas três cidades baianas e é beneficiado em novos produtos. Além de geleias, doces e outros alimentos, fabricam até cerveja e exportam para o mundo.

Via Blog do Carlos Britto

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