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Políticos usam Facebook para protestar contra violência em Floresta, PE

Pelo menos dois políticos florestanos usaram as redes sociais na noite desta segunda-feira (7) para cobrar providências com relação à violência na “Terra dos Tamarindos”. A pequena cidade de apenas 30 mil habitantes vive dias de medo após onda de assassinatos.

As duas mortes registradas em menos de 12h no último domingo (6) foi a “gota d’água” para os florestanos. Por este motivo, várias pessoas estão se mobilizando para participar de uma passeata no próximo sábado (12). A concentração será às 16h30 em frente à Escola Deputado Afonso Ferraz, na zona urbana da cidade.

Leia a nota do deputado Federal kaio Maniçoba na íntegra:

Em menos de 24 horas dois homicídios consumados e duas tentativas que resultaram em ferimentos graves nas vítimas, ambas mulheres, mães, uma delas professora – mais uma, diga-se de passagem. Um dia como este já nos causaria indignação se estivéssemos falando de um fato isolado, mas, infelizmente, estes casos somam-se aos incontáveis homicídios ocorridos este ano em Floresta. Já nem sabemos precisar quantos foram até o momento.
O cidadão se vê encurralado, paga os impostos e ainda precisa pagar o alto preço da insegurança, ajustando sua vida as limitações que o medo impõe, transformando o cidadão de bem num verdadeiro prisioneiro.

Junto aos episódios recentes de mortes violentas, a explosão da onda de crimes contra o patrimônio. O retorno dos assaltos nas estradas, os furtos a estabelecimentos comerciais e residências e até mesmo pequenos assaltos a mão armada no meio da rua. 2015 viu a violência explodir em todo o estado e lamentavelmente Floresta é um dos maiores exemplos disso.
Como florestano e representante do povo quero dizer que estamos cansados. Chega! Exigimos providências.
Já passou da hora de nossa cidade receber um tratamento diferenciado por parte daqueles que pensam e executam as políticas públicas de segurança. 
Precisamos de uma força tarefa que investigue, desarticule e dê um freio na onda de crimes premeditados que estamos assistindo. Necessitamos de uma delegacia especializada nos moldes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Precisamos ainda de maior efetivo policial militar para coibir o aumento de crimes ao patrimônio. Pelo porte e pela posição estratégica de nosso município, já merecemos sediar um batalhão de Polícia Militar.
Enfim, precisamos de respostas. Não podemos aceitar o atual cenário da forma como está, algo tem que ser feito, do contrário continuaremos a vivenciar o aumento desenfreado da violência. Não permitiremos que o crime paute a vida de nosso povo. 
Minha voz ecoa os inúmeros pedidos que tenho recebido, são telefonemas, mensagens, recados que traduzem a indignação de todo florestano que sente na pele o medo de viver numa cidade onde a segurança pública não tem funcionado a contento.
Como parlamentar quero informar que estarei entrando em contato com o a secretaria de defesa social para cobrar providências. Vou protocolar um documento fazendo um apelo em virtude dos graves acontecimentos e solicitando a tomada de medidas enérgicas em favor da segurança pública. Farei valer a vontade dos milhares de cidadãos que clamam por justiça e paz.
Leia a nota do deputado estadual Rodrigo Novaes na íntegra:

Shakespeare pensou sobre justiça algo que me chega à mente nesse instante:

“O contrário de injustiça não é justiça, mas sim o amor. Porque toda justiça que não se pratica por amor não é justiça, é vingança.”

Não há paz, nada é justo, se não tiver amor. Onde o amor encontra morada, estará sempre acompanhado da tolerância, do respeito e do perdão.

Exijo de mim uma palavra sobre o problema da violência em Floresta, diante da angústia de todos. Calar não é papel meu.

O estado precisa cumprir com seu dever de dar mais segurança à população – a polícia militar de maneira ostensiva e preventiva; a civil, cumprindo seu papel investigativo. Por sua vez, o poder judiciário deve servir como instrumento firme para fazer valer a lei. Tenho trabalhado por todas essas medidas.
Verdade que às vezes tenho a sensação de que somente com essas ações não chegaremos a lugar nenhum. Essa situação vivida em nosso município não é nova. Para que isso seja resolvido de verdade, para que o sol volte a brilhar, é preciso algo que não se encontra à venda, o estado não pode dar, não se busca em cartório: precioso amor!

Anos se passaram, todos perderam, muitas pessoas já se foram vítimas da violência, muito inocentes, e esses episódios ainda teimam em ser revividos porque – falta amor.

A impunidade é ingrediente que fomenta a violência, na há dúvida; o sentimento de desonra, o culto à pena de talião, que não engrandece ninguém, acarreta na completa desarmonia de nossa sociedade. O que falta – repito – é o amor: amizades devem ser cultivadas, prezada a harmonia e o convívio entre todos dessa grande família, a Florestana.

Somos um só povo. Uma só gente.

Floresta já perdeu tanto. Ao longo do tempo deixaram de vir ações governamentais, amigos e parentes deixaram a cidade, perdemos investimentos. Um municipio alegre, de um povo do bem, não pode remoer capítulos tristes de sua história para sempre. Hora de paz! Ninguém aguenta mais. Conclamo a todos para que reflitam sobre tudo isso, busquem tocar o coração dos que agora estão tomados pela raiva.

Quero crianças brincando nas ruas; pais frequentando as praças; jovens se divertindo, homens e mulheres vivenciando nossa cidade.

Compartilhemos de espírito a palavra de Deus.

Deixemos que o estado cumpra sua parte, e façamos a nossa, exercitando a paz, seguindo em frente, sem os fios
impuros do ódio, de coração aberto, respeitando, perdoando. 
Paz.

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4 Comentários

  1. Bom saber, que os deputados estão preocupados com a violência no nosso município. Eu mesma, já vinha notando a bastante tempo que os mesmos não se pronunciavam sobre o assunto. Esta é uma luta de todos nós, eu falo por ter tido um familiar assassinado covardemente por pessoas aparentadas dos nobres deputados, mas como os conheço e sei da conduta de cada um deles, acredito que os mesmos queiram a Paz em Floresta. Que as famílias florestanas e a população em geral cobrem das autoridades locais.

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